
Nesta quarta o Cruzeiro enfrenta seu primeiro desafio pela Libertadores. A competição mais importante do continente, é marcada em sua história por jogos que podem ser considerados verdadeiras batalhas, e a partida de hoje promete ser uma. Apesar de o time mineito ter uma equipe bem mais qualificada que a do Real Potosí, podemos esperar um jogo bem complicado, por causa de um fator extra-campo: A altitude. O que poderia ser um simples detalhe pode acabar complicando e muito a vida do time visitante, como já aconteceu tantas vezes na própria Libertadores e também pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O Cruzeiro se preparou bem, chegou à Bolívia na última quinta e desde então vem trabalhado muito para que os jogadores se adaptem da melhor maneira possível na altitude de quase 4 mil metros. Mas eu fico pensando será que todo esse sacrifício é justo e vale a pena? Afinal mesmo com toda preparação na hora da partida é impossível os jogadores não sentirem os efeitos da altitude, que muda o tempo da bola, dificulta a respiração, entre outros pontos. No fim das contas o time da casa acaba sendo muito favorecido porque nos jogos em altudes baixas como a de Belo Horizonte, eles se adaptam normalmente. Já foram feitos pedidos formalmente para que a Fifa reveja situações inclusive pela diretoria do Cruzeiro, mas ainda não foi feito nada para mudar essa questão. Nem seria tão complicado assim, basta haver mais boa vontade e discernimento por parte das autoridades responsáveis, no caso da Libertadores, a Commebol. Falando desse jogo especificamente, porque não transferir a partida para a cidade de Sucre, que fica próxima à Potosi? A torcida do time boliviano não ficaria muito prejudicada, e o desempenho e a saúde dos profissionais do Cruzeiro também não.
Espero que não precise acontecer nada mais grave para que mudanças aconteçam.

