sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Data Problema

O ponto alto na carreira de qualquer jogador de futebol é o momento de ser convocado pela seleção de seu país. Os clubes se sentem valorizados ao terem jogadores de seu elenco convocados e é motivo de alegria e orgulho para os torcedores também. Correto? Bem era pra ser assim, mas não é bem isso que vem acontecendo em nosso país. As convocações do técnico Dunga, estão sendo mais motivos de dor de cabeça do que de comemoração para os clubes brasileiros, os mineiros que o digam, graças a incompetência da CBF em organizar um calendário que não prejudique os clubes nacionais.
Fico tentando entender por que isso acontece? Seria somente por incompetência, ou uma dose de má vontade também? Por que não montar um calendário eficiente onde os clubes não sejam prejudicados nas Datas Fifa? E por outro lado me questiono também: Por que os clubes não lutam para mudar esse calendário tão prejudicial? Se os cartolas da CBF fossem um pouco mais inteligentes perceberiam que desfalcando os clubes em campeonatos importantes como o Brasileirão e Copa do Brasil, estão distanciando ainda mais o público da seleção, ou seja é um tiro no pé.


Além do Brasil, confira abaixo outros países que também não respeitam as datas Fifas e prejudicam seus Campeonatos Nacionais:
Argentina, Austrália, Bermudas, Bonaire, Burundi, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Granada, Honduras, Iêmen, Ilhas Cayman, Ilhas Cook, Ilhas Salomão, Índia, Indonésia, Irlanda, Irlanda do Norte, Jamaica, Kosovo, Malaui, Maldivas, Nicarágua, Nova Caledônia, País de Gales, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Congo, Sri Lanka, Tanzânia, Uruguai e Zimbábue.

Repare que nenhuma grande potência do futebol europeu aparece nessa lista, e estamos ao lado de Sri Lanka, Tanzânia e Zimbábue…

Depois de receber muitas críticas a CBF anunciou algumas mudanças para o calendário do ano que vem. O principal ganho foi o aumento do período de férias dos jogadores e de preparação dos clubes. A pré-temporada foi definida com 25 dias, do dia 7 até o dia 31 de janeiro e os campeonatos estaduais serão diminuídos. A entidade máxima do nosso futebol anunciou também que terá um calendário específico para o time olímpico. São alguns avanços, mas ainda está longe de ser o ideal.
E as Datas Fifa continuarão a ser um problema para os clubes brasileiros em 2015…

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Vale tudo mesmo?

Um assunto que sempre torcemos pra estar encerrado voltou a ganhar destaque nos noticiários nesta última semana. O racismo no futebol era pra ser coisa de um passado que ficou pra trás, no entanto, é uma realidade ainda muito presente nos gramados mundiais e infelizmente também no Brasil.
O caso do goleiro Aranha foi o quarto de grande repercussão somente nesse ano nos gramados brasileiros – o primeiro foi com o árbitro Marcio Chagas, em Bento Gonçalves (RS), quando torcedores atacaram o carro dele e deixaram bananas no retrovisor; o segundo foi com o zagueiro Paulão, do Internacional, que ouviu insultos racistas de um torcedor gremista na Arena Grêmio em Porto Alegre; e o terceiro aconteceu com o também santista Arouca, quando ele dava entrevista para jornalistas na saída de campo de um jogo em Mogi Mirim (SP). Sem falar nos insultos sofridos por atletas brasileiros no exterior como aconteceu com o volante Tinga do Cruzeiro em partida contra o Real Garcilaso, no Peru, pela Copa Libertadores e pela polêmica levantada pelo lateral Daniel Alves do Barcelona ao comer uma banana jogada ao campo em partida contra o Villarreeal na Espanha.

Mesmo com inúmeras campanhas da FIFA essa mancha parece não querer sair do futebol. Esse episódio envolvendo o goleiro santista me fez refletir muito sobre o comportamento do torcedor de uma maneira geral. O que acontece, muitas vezes, é que existe a cultura de que o estádio é o local onde devemos extravasar e ofensas e xingamentos de todos os tipos, não só racistas, mas homofóbicos e machistas também, são aceitáveis, pra não dizer naturais. Ao colocar os pés dentro de um estádio, o torcedor, muitas vezes, se transforma em uma pessoa totalmente diferente da que ficou do lado de fora. Quem costuma ir ao campo, sabe como é, realmente uma das melhores coisas do futebol é poder viver um momento de catarse e esquecer dos problemas do dia a dia por algumas horas, extravasar mesmo. Mas será que não é necessário haver limites?


Os torcedores do Grêmio que cometeram um crime contra o Aranha, por exemplo, será que fariam o mesmo se o vissem em outro local e em outra situação que não fosse àquela da partida que seu time perdia de 2 a 0 em um torneio de mata a mata como a Copa do Brasil? Eu acredito que não, principalmente porque a legislação brasileira é bastante severa em relação aos crimes de racismo e duvido que se arriscariam. E também pelo fato de que o comportamento do torcedor costuma mudar quando este se encontra em massa, como foi comentado acima.

Não podemos afirmar se quem foi racista com o Aranha é racista também em seu cotidiano. Inclusive amigos negros da torcedora Patrícia Moreira, flagrada por câmeras de TV chamando o goleiro de Macaco, saíram em sua defesa quando entrevistados por jornalistas. Além do que câmaras de TV flagraram torcedores negros do Grêmio no meio do bando que ofendia Aranha com injúrias raciais... Fica a reflexão: Será que ao pagar um ingresso podemos ferir a honra de um jogador, de um técnico, de um juiz, por sua cor, pela sua orientação sexual ou simplesmente por ser mulher? Por fazer parte de uma multidão dentro de um estádio o torcedor tem o direito de agir irracionalmente? Será que vale tudo mesmo?

domingo, 20 de julho de 2014

Não era pra tanto

Faz apenas uma semana que nos despedimos do maior evento do futebol mundial, e já sentimos saudade. A seleção da Alemanha foi a campeã, de maneira mais do que merecida, mas apesar do fracasso do Brasil dentro de campo, podemos afirmar que nosso país também saiu vencedor. Isso porque o pessimismo antes da bola rolar era enorme. A preocupação com fatores como segurança e organização era grande, muito em função das manifestações que tomaram conta do país durante o período da Copa das Confederações no ano passado.
Mas assim que a bola começou a rolar no Mundial, vimos que “não era pra tanto”. Vários jornais estrangeiros, que vinham fazendo duras críticas em relação ao evento no Brasil, mudaram de tom no decorrer da competição. Além do bom andamento fora de campo, entre as quatro linhas vimos um espetáculo em alto nível, com muitas surpresas e emoções pra todos os lados, o que ajudou ainda mais a melhorar a imagem da “Copa das Copas”.


Pesquisa realizada pelo Data Folha com turistas de várias nacionalidades, divulgada durante essa primeira semana após o Mundial, confirma o sucesso do evento, confira os números:
O ponto alto foi a hospitalidade dos brasileiros, classificada como ótima/boa por 95 por cento e regular por apenas 4 por cento dos consultados.
A organização teve também nota elevada: 83 por cento disseram ter sido ótima/boa.
A maioria (90 por cento) disse ter se informado sobre o país antes da viagem, e metade declarou que se deparou com mais relatos negativos do que positivos sobre o Brasil.
Uma grande maioria de visitantes classificou como ótimo/bom quesitos essenciais para o evento, como a segurança nos estádios (92 por cento) e a segurança dos turistas (82 por cento), transporte até os estádios e qualidade do transporte aéreo (76 por cento).
Os preços nos hotéis e o custo de vida no Brasil foram os pontos mais criticados: apenas 32 por cento deram a nota máxima para o custo do setor hoteleiro, classificado como ruim/péssimo por 27 por cento e regular por 26 por cento (16 por cento não responderam).
Quanto ao custo de vida, 32 por cento o definiram como regular, 29 por cento, ruim/péssimo e somente 29 por cento como ótimo/bom.
A boa avaliação do país pelos estrangeiros que vieram para a Copa é sintetizada quando perguntados se gostariam de morar no Brasil: 69 por cento disseram que sim.


Agora nosso país se prepara para receber outro mega evento, as Olimpíadas do Rio em 2016. É importante não deixar que o sucesso do Mundial ofusque os erros cometidos. É preciso tirar lições e evitar que os mesmos problemas se repitam, principalmente os que estão relacionados à falta de planejamento e a famosa cultura brasileira de deixar tudo pra última hora, que acabou custando vidas. Foram nove operários mortos nas construções de estádios e outras duas pessoas morreram, já com o torneio em andamento, no acidente da queda do viaduto Guararapes em Belo Horizonte (previsto originalmente para ser utilizado no Mundial). Não houve registro de mortes nas obras olímpicas até o momento, mas os atrasos já chamaram a atenção do COI (Comitê Olímpico Internacional).
Fica nossa torcida para que os Jogos Olímpicos sejam um sucesso ainda maior que a Copa, e que ao final, tenhamos somente razões para celebrar, e nada para lamentar…

*Fontes: Agência Reuters e BBC

segunda-feira, 30 de junho de 2014

América Contaminada


A Copa do Mundo do Brasil está sendo mesmo especial. Entrem os muitos fatos que me chamaram atenção nesse Mundial está o aumento do número de torcedores que acompanham o evento nos Estados Unidos. Todos sabemos que o soccer nunca esteve presente na lista dos esportes favoritos na Terra do Tio Sam, mas, a história está mudando.



Além de marcarem presença fazendo muita festa nas arquibancadas brasileiras, o país se mobilizou como nunca para acompanhar a seleção comandada por Jurgen Klinsmann. Os números são empolgantes: A ESPN informou que no pico de audiência a partida entre Estados Unidos e Portugal chegou a ser acompanhada por 23 milhões de pessoas. Nem mesmo o presidente ficou imune à febre do futebol, de dentro do avião presidencial, Obama acompanhou a partida entre Estados Unidos e Alemanha.


Um grupo de fãs do futebol chegou até a encaminhar à Casa Branca uma petição pedindo que seja decretado feriado no país em dias dos jogos da seleção.

É pelo visto os tempos são outros mesmo e a liga americana só tende a crescer, para o próximo ano já anunciaram uma estrela brasileira, Kaká, que fechou contrato com o Orlando City. Para o bem do futebol, que a onda venha para ficar! (:

domingo, 29 de junho de 2014

La Roja Verdadeira


Como está seu coração, amigo, fã do esporte? O meu está batendo com dificuldade desde a dramática partida contra o Chile no último sábado. Nossos vizinhos eram considerados fregueses antes da bola rolar no Mineirão. Devido ao retrospecto totalmente favorável à nossa seleção, muitos achavam que o Brasil golearia como nos mundiais passados, mas sinceramente jamais acreditei nesse papo.


Assim como nosso treinador Felipão, eu também imaginava que seria uma partida duríssima. A atual seleção chilena, muito bem treinada pelo argentino Jorge Sampaoli sem dúvida tem um elenco muito forte, nomes como Aránguiz, Vargas, Bravo, Vidal, e Sánchez fizeram com que a torcida tivesse muita ilusión nesse Mundial.


E de fato poderiam e podem sonhar alto. Nessa Copa La Roja demostrou que pode ser protagonista. Conseguiram a classificação em um dos grupos mais complicados e de quebra eliminaram a atual campeã, Espanha, que há alguns anos atrás resolveu copiá-los e começou a ser chamada de La Roja também. Pela primeira vez em sua história La Roja original venceu a Espanha e por muito pouco não eliminou os anfitriões que foram salvos pela trave e pelas mãos do goleirão Júlio César.


Sem dúvida o Chile sai de cabeça erguida, e nas próximas competições vai ser difícil alguém dizer que eles vão ser presa fácil. No próximo ano já terão a chance de mostrar sua força mais uma vez na Copa América que será realizada lá. Empurrados por sua fanática torcida vai ser difícil de segurar...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma Copa, Uma essência

Saudações fãs do esporte! No último dia 12 começou em nosso país o maior evento do futebol mundial. Um espetáculo que vai muito além da disputa entre as quatro linhas. Há quatro anos na África do Sul, todos comentavam que não era a Copa somente de um país, mas de um continente inteiro. E nesse ano apesar de não haver o mesmo discurso antes do evento iniciar, depois que a bola começou a rolar, nos demos conta que a história é semelhante: Não é a Copa só do Brasil é a Copa de toda América! No Brasil falamos português, mas podemos dizemos que durante a Copa, nosso idioma oficial também é o espanhol. :-)


Foi lindo ver a torcida chilena invadindo Cuiabá cantando o hino acapela na estreia de La Roja (parecia até que o jogo era em Santiago). A febre amarela colombiana tomou contou de BH na partida entre Colômbia e Grécia. Nossos vizinhos mais próximos, Uruguai e Argentina também vieram em grande número. Na última partida da fase de grupos dos hermanos realizada em Porto Alegre, é estimado que 100 mil argentinos tenham cruzado a fronteira para acalentar sua seleção, por supuesto, que não havia ingressos para todos, mas a sensação de estar bem perto, mandando as boas vibrações para o time de Messi, já estava valendo. Além dos vizinhos citados acima, podemos destacar também os torcedores do Equador, Costa Rica, grande surpresa da Copa, e do México que compareceram em peso também.



E parece que jogar basicamente em casa fez muito bem pras seleções latinas que garantiram a classificação para a segunda fase de forma esmagadora, de todas que vieram ao Mundial somente Equador e Honduras não seguem na competição. E pela primeira vez na história das Copas não teremos um confronto entre duas seleções europeias nas oitavas de final. É a Copa das Copas, ou se você preferir, é a Copa das Américas!






domingo, 23 de fevereiro de 2014

Quebrando as barreiras do gelo

Chega ao fim nesse domingo dia 23, as Olimpíadas de Inverno disputadas em Sochi na Rússia. Apesar do Brasil, não ter tradição alguma nos esportes disputados no gelo, (por razões óbvias) rs sempre gostei de acompanhar o evento, por causa dos cenários e modalidades belíssimas como a patinação artística, minha favorita.


Além da beleza das paisagens, o que também chama atenção nos esportes de inverno é o alto grau de periculosidade que envolve algumas categorias como o luge, snowboard, esqui alpino, bobsled, entre muitos outros...

Sempre quando assistia a uma dessas modalidades a primeira coisa que passava pela minha mente é que somente tendo muitos anos de treinamento seria possível praticar qualquer um desses esportes em alto nível. Dessa forma, imaginava que somente pessoas que tivessem contato com a neve desde crianças poderiam se arriscar pelos montes de gelo, mas um filme me fez rever meus conceitos. O longa Cool Runnings "Jamaica Abaixo de Zero" em português, é inspirado na equipe jamaicana que participou dos jogos olímpicos de 1988 em Calgary no Canadá, o filme conta a história de um grupo de jovens que decidiu enfrentar as barreiras do gelo pra formar a primeira equipe de bobsled do país caribenho.


Na história, Derice Bannock é um jamaicano que fracassa para se classificar como velocista na prova de 100 metros para as Olimpíadas por causa de um acidente. Mas a vontade dele de disputar uma Olimpíada era tão grande que ele decidiu ir não como um corredor, que era sua especialidade, mas liderando uma equipe de trenó.

Vocês já podem imaginar o quão complicado (e divertido) foi pra eles encarar um desafio tão grande assim. Os adversários eram inúmeros: a falta de conhecimento sobre o esporte e sobre a temperatura, falta de equipamentos qualificados, além dos outros competidores muito mais bem preparados. Mas nada disso fez com que eles desistissem de realizar seu sonho. O resultado foi uma das maiores lições de espírito olímpico de todos os tempos.

E a Jamaica colhe os frutos da coragem desses grandes atletas até hoje: Na Rússia a equipe jamaicana esteve longe de uma briga por medalhas e também não teve um dos melhores trenós da competição. Mesmo assim, o carisma chamou atenção. Quando apareceu pela primeira vez na pista de bobsled do Complexo Sanki, em Sochi, o piloto da equipe jamaicana, Winston Watts , já atraiu olhares curiosos. Desde a primeira participação no Canadá em 1988, o time jamaicano já esteve em outras três edições dos Jogos de Inverno.



Nas palavras de Watts: "Somos os caras mais amados e carinhosos. Só viajando para a Jamaica pra entender. Os jamaicanos são queridos em todo o mundo. Não importa da onde você venha. Sou fã do filme e assisto sempre como se fosse a primeira vez. É muito inspirador"!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

#FechadoComOTinga

"Eu queria, se pudesse, não ganhar nada e ganhar esse titulo contra o preconceito, trocava todos os meus títulos pela igualdade em todas as áreas", essas palavras do volante Tinga,definem nosso sentimento em relação ao crime de racismo sofrido por ele na partida de estreia do Cruzeiro na Libertadores de 2014, em Huancayo no Peru.

É incrível como a campanha da FIFA "Say no to Racism"- diga não ao racismo, nunca deixa de ser uma luta atual. Mesmo depois de tantos avanços da humanidade em diversas áreas, ainda temos que clamar por algo tão simples, a igualdade entre os gêneros.


O que me deixou mais chocada foi saber que o caso do Tinga não foi um episódio isolado no país vizinho, o mau exemplo vem da própria imprensa esportiva peruana, que constantemente incita o racismo em suas manchetes, em especial quando a seleção do país vai jogar contra o Equador, país de maioria negra. Os equatorianos são chamados descaradamente de “monitos” macaquinhos em espanhol, nas capas dos jornais do país andino, realmente não dá pra entender, e é intolerável uma atitude como essa!

Se por um lado foi muito triste ver o jogador brasileiro ser atacado tão covardemente por “torcedores” do Garcilaso, foi muita bacana ver as manifestações de solidariedade que ele recebeu não somente dos cruzeirenses, mas também de torcedores de todos os clubes, jogadores, dirigentes e autoridades como a presidente Dilma Roussef e o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Nem tudo está perdido!

O preconceito deve ser derrotado sempre, tanto no esporte como na vida!

Por isso estamos todos #FechadosComOTinga



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

SOS Futebol Brasileiro

Saudações amigos fãs do esporte! O tão aguardado ano de 2014 chegou. As expectativas eram enormes, afinal, vamos sediar, depois de 64 anos, uma Copa do Mundo. Mas, infelizmente, o cenário futebolístico em nosso país, não é de nem de longe, o dos melhores.


O torcedor brasileiro tem mais razões pra ficar frustado do que pra celebrar. E os motivos que podemos citar são muitos. Entre os fatores que afastam o público, e deixam muitas cadeiras vazias nos estádios, estão o alto preço dos ingressos, horários nada razoáveis, como o de 22 horas no meio da semana, e a falta de mobilidade urbana. Sem falar na crescente onda de violência que afasta os torcedores de bem e as famílias das arquibancadas.

Depois da barbaridade que ocorreu em Santa Catarina entre "torcedores" de Atlético- PR e Vasco pela última rodada do Brasileirão, parece que finalmente caiu a ficha das autoridades e eles se deram conta de que a punição pra esses bandidos, travestidos de torcedores, precisa ser mais severa. Mas ainda acho que pouco foi feito pra mudar esse quadro de fato. O Cruzeiro, atual campeão nacional, pode ser um modelo a ser seguido por demais clubes do país. A equipe mineira adotou medidas drásticas contra duas de suas organizadas que promoveram cenas de selvageria na saída da partida contra o Bahia, impedindo a festa que havia sido preparada para celebrar o Tri Campeonato.

No fim do ano passado, o Conselho Deliberativo da Raposa determinou que as organizadas não usem símbolos do clube em suas vestimentas. A entrada desses tipos de camisas ainda não está proibida no Mineirão porque a diretoria aguarda uma decisão judicial neste sentido. De toda forma, o Cruzeiro já está tentando combater essa prática.

Por determinação do Ministério Público, as torcidas Máfia Azul e Pavilhão, envolvidas em brigas no ano passado, não podem entrar no estádio com camisas que façam alusão às facções. Eles também estão proibidos de utilizar instrumentos de percussão, faixas e bandeiras. A decisão vale para todo o país por um prazo de seis meses. Esse é um assunto bastante delicado que precisa ainda ser bastante discutido, o que temos certeza é que vivemos um momento de mudança e de reavaliação de conceitos.

Se não bastasse essa terrível questão da violência, nós apaixonados pelo futebol, sofremos mais um golpe no final do ano passado com a questão da virada de mesa que culminou com o rebaixamento, pra lá de contestável, da Portuguesa que favoreceu o Fluminense. É muito triste ver um Campeonato tão importante e respeitado em todo o Mundo como o Brasileiro, ser decidido no Tapetão, e a história ainda não acabou, agora em janeiro vazaram várias informações que nos enojaram: suborno da CBF em troca do silêncio da Lusa, acusação de que a Portuguesa teria jogado com o jogador irregular de forma consciente, enfim, cada vez a coisa fica pior e corremos o sério risco de ter uma nova Copa João Havelange em 2014, o que seria lamentável.

Outra notícia ruim que estourou nesse início de ano foi a confusão envolvendo a venda do Neymar para o Barcelona. O Ministério Público espanhol investigou o contrato do jogador com o time catalão depois de denúncias de que o dinheiro envolvido na transação teria sido bem maior do que foi anunciado oficialmente. Triste ver a carreira de nosso maior craque na atualidade correr o risco de ficar manchada por algo totalmente desnecessário. Esse exemplo do Neymar nos faz refletir em quanta sujeira pode estar escondida por debaixo do tapete no mundo da bola...

E a Copa? O que podemos falar sobre o tão sonhado Mundial no Brasil? A promessa de que o evento faria o país do futebol se apaixonar ainda mais pelo esporte, está longe de ser cumprida. Eu diria até que está tendo efeito contrário. Os gastos exacerbados, a falta de transparência e o pouco legado que de fato vai existir estão nos deixando muito decepcionados com a realização da Copa em nosso território.

Espero que o futebol brasileiro possa sobreviver a todas essas más situações e que no futuro, ao invés de reclamações possamos ouvir soluções para curar todas enfermidades que assolam nosso esporte número 1!

SOS FUTEBOL BRASILEIRO


domingo, 19 de janeiro de 2014

Paz no Futebol - O Clã

Esse Rap diz tudo:

" Eu quero ver a Paz...
Paz Paz...

Chega de guerra, pois dela nada se espera.
Brigas tiros isso só gera seqüelas.
No país do futebol onde a agressão invade a cena
Num futebol que é digno de cinema...
Bombas são lançadas contra torcedores,
Brigas geram mortes pras famílias trazem dores.
Horrores é só o que se vê.
Belas cenas são trocadas por dores na TV.
O que fazer? Eis a pergunta que me faz calar.
Diante de fatos que só tendem a aumentar
Eu peço paz através do Rap nesse beat;
E só de belas jogadas que peço o reprise.
Para e pense onde isso tudo vai parar
Não adianta só falar temos que fazer para mudar.
O que você é capaz de fazer pelo seu time?
Peça paz no esporte denuncie crime.

O esporte cresce e com ele a paixão,
Que se torna obsessão e domina a razão.
Corrupção como nas ruas dentro dos estádios
Times, dirigentes, jogos sendo comprados.
Adversários indignados agem sem pensar
Pais salvem seus filhos que a guerra vai começar
Torcidas organizadas gritando quebrando tudo
Tumulto discurso que vergonha é absurdo!
Crianças mulheres idosos todos misturados,
Pelo amor no esporte que nos deixa frustrados.
Amargo é o gosto da dor gerada,
No que adianta grades se a torcida vem armada
De ódio revolta e indignação
Se seu time não vai bem essa não é a solução.
Não esqueçam que atrás de torcedores se escondem famílias,
Que como a sua também esperam boas notícias.


Eu quero ver a paz... Voltar a reinar...
Eu quero ver a paz... Em todos os estádios

A emoção no coração que se torna decepção,
Como pode um torcedor voltar pra casa sem a mão?
Esse é um fato que por todos não pode ser esquecido,
Pois se assim ser, será extremo, é ridículo!
Policiais treinados para amenizar
Chegam metendo o terror fazendo transtorno aumentar.
Assim não pode ser não quero mais ver.
Chega de sofrimento dor isso me faz perder
A força pra lutar e a fé de acreditar
Que a paz no mundo do futebol volte a reinar
Para isso devemos ter um técnico capaz
De substituir o ódio e escalar a paz
Para isso devemos ter um técnico capaz
De escalar a paz pra que ela volte a reinar...
Paz... Paz..."

Composição: Will/Valtinho