quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Eterna Enciclopédia
"Tu, em campo,
parecia tantos,
E, no entanto,
que encanto!
Eras um só;
Nilton Santos."
*Armando Nogueira
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Artigo de Luxo
Estádios novos, preços novos e salgados. Essa é a nova realidade para o torcedor brasileiro. Um ingresso para ver seu time de perto está virando um verdadeiro artigo de luxo. Se você é um assalariado, como a maioria da população do nosso país, vai ter que fazer um esforço grande, empurrar as contas pro próximo mês, economizar no churrasco, ou na balada, pra garantir seu lugar na arquibancada.
Um dos motivos pra esse aumento dos preços das entradas é obviamente a construção e reforma dos estádios para a Copa do Mundo. Estádios Padrão Fifa- Preços Padrão Fifa. Outro fator é a lei da oferta e da procura. Citando o Estado de Minas Gerais, por exemplo, a diretoria do Atlético salgou os preços para as partidas da Libertadores, e o Cruzeiro agora basicamente triplicou o preço para a partida contra o Grêmio que pode garantir o Tri Campeonato Brasileiro da Raposa no próximo domingo.
Esse comportamento dos clubes já era esperado, e não me surpreendo, mas nem por isso concordo com essa atitude. É sempre assim: quando a equipe está por baixo o preço dos ingressos despenca também. Já na hora de comer o filé, ou a cereja do bolo, se preferirem, os torcedores com menos poder aquisitivo são simplesmente ignorados. É mais um reflexo da gritante desigualdade social do nosso país.
O Estatuto do Torcedor nada faz pra impedir esse tipo de abuso. O torcedor, antes de mais nada é um consumidor também e deveria ser bem mais respeitado. Pra conseguir uma entrada para partidas decisivas é necessário enfrentar um verdadeiro calvário, dormindo dias na fila e ainda correndo riscos de sofrer violência por parte até mesmo da polícia, que muitas vezes trata o torcedor comum como um criminoso. Sem falar na facilidade impressionante que os cambistas tem de conseguir ingressos, o que faz aumentar ainda mais a sensação que o cidadão de bem, que deseja apenas ver seu time sendo campeão está sendo constantemente roubado.
A melhor saída pra tentar escapar desses abusos é se tornando sócio do time. O que é bom, para os torcedores e para os clubes que têm receita garantida o ano inteiro. Mas, infelizmente, nem todos torcedores tem condições de se filiar ao clube, por questões financeiras, ou por não morarem perto dos estádios. Pra quem mora no interior não é viável se tornar sócio, porque não podem estar se deslocando para a capital em todas partidas.
Dessa forma, se a diretorias fossem mais humanas pensariam nos torcedores de modo geral e deixariam um espaço reservado pra quem não pode ser sócio e não aplicariam esses preços tão abusivos. Mas como sempre, e ainda mais no mundo do futebol, a ganância fala mais alto.
Se não houver leis que protejam os torcedores, infelizmente, esse filme de roteiro bem conhecido vai continuar se repetindo a cada ano...
Um dos motivos pra esse aumento dos preços das entradas é obviamente a construção e reforma dos estádios para a Copa do Mundo. Estádios Padrão Fifa- Preços Padrão Fifa. Outro fator é a lei da oferta e da procura. Citando o Estado de Minas Gerais, por exemplo, a diretoria do Atlético salgou os preços para as partidas da Libertadores, e o Cruzeiro agora basicamente triplicou o preço para a partida contra o Grêmio que pode garantir o Tri Campeonato Brasileiro da Raposa no próximo domingo.
Esse comportamento dos clubes já era esperado, e não me surpreendo, mas nem por isso concordo com essa atitude. É sempre assim: quando a equipe está por baixo o preço dos ingressos despenca também. Já na hora de comer o filé, ou a cereja do bolo, se preferirem, os torcedores com menos poder aquisitivo são simplesmente ignorados. É mais um reflexo da gritante desigualdade social do nosso país.
O Estatuto do Torcedor nada faz pra impedir esse tipo de abuso. O torcedor, antes de mais nada é um consumidor também e deveria ser bem mais respeitado. Pra conseguir uma entrada para partidas decisivas é necessário enfrentar um verdadeiro calvário, dormindo dias na fila e ainda correndo riscos de sofrer violência por parte até mesmo da polícia, que muitas vezes trata o torcedor comum como um criminoso. Sem falar na facilidade impressionante que os cambistas tem de conseguir ingressos, o que faz aumentar ainda mais a sensação que o cidadão de bem, que deseja apenas ver seu time sendo campeão está sendo constantemente roubado.
A melhor saída pra tentar escapar desses abusos é se tornando sócio do time. O que é bom, para os torcedores e para os clubes que têm receita garantida o ano inteiro. Mas, infelizmente, nem todos torcedores tem condições de se filiar ao clube, por questões financeiras, ou por não morarem perto dos estádios. Pra quem mora no interior não é viável se tornar sócio, porque não podem estar se deslocando para a capital em todas partidas.
Dessa forma, se a diretorias fossem mais humanas pensariam nos torcedores de modo geral e deixariam um espaço reservado pra quem não pode ser sócio e não aplicariam esses preços tão abusivos. Mas como sempre, e ainda mais no mundo do futebol, a ganância fala mais alto.
Se não houver leis que protejam os torcedores, infelizmente, esse filme de roteiro bem conhecido vai continuar se repetindo a cada ano...
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Poesia Futebol Clube
Ai que saudade me dá das peladas dominicais,
daqueles garotos alados, sujos, enlameados,
em final de campeonato.
Enquanto a torcida aplaudia,
o domingo sem meu querer partia.
Com o radinho na orelha, eu sabia
que aquele Sol, era também,
como o mundo, uma grande e inesquecível
bola de futebol...
Paulo Netho
sábado, 26 de outubro de 2013
No limite da emoção
Queridos amigos, fãs do esporte, gostaria de indicar a vocês o filme “Rush no Limite da Emoção” do diretor norte-americano, ganhador do Oscar por “Uma Mente Brilhante”, Ron Howard. O longa relata a disputa pelo título de 1976 da Fórmula 01 entre o austríaco Niki Lauda e o inglês James Hunt, duas lendas do automobilismo.
O diretor Ron Howard consegue nos transportar para o universo romântico, glamoroso e extremamente perigoso da Fórmula 1 nos anos 70. Naquela época os números eram assustadores, chegavam a morrer até dois pilotos em média por temporada. Dessa forma, todos que se arriscavam a correr tinham que ter certa dose de loucura extra. E quem tinha essa dose de sobra era James Hunt, interpretado no filme pelo australiano Cris Hemsworth. O ator consegue transmitir muito bem como era James dentro e fora das pistas: Louco, extravagante, baladeiro, homem de muitos amigos e mulheres, avesso às regras de uma vida considerada normal.
Niki Lauda, interpretado magistralmente pelo ator espanhol Daniel Brülh, tinha a personalidade oposta à do rival. Os holofotes não se voltavam muito pra ele. O austríaco era reservado, calculista, tímido, muito disciplinado e sobretudo determinado. Mas uma coisa eles tinham em comum: a paixão pela velocidade e pela adrenalina de uma boa disputa.
Uma das temáticas mais interessantes do filme é a questão da importância de se ter um “inimigo” pra bater. ( Nos faz lembrar de outra rivalidade histórica da mesma Fórmula 1 entre Ayrton Senna e Alan Prost). Os rivais se destroem e se fortalecem ao mesmo tempo. Um não existe sem outro. As cenas do trágico acidente sofrido por Lauda e sua incrível recuperação comprovam essa máxima do esporte.
O filme é uma verdadeira obra prima do cinema. O diretor foi atento a todos os detalhes inclusive na escolha dos atores que são parecidíssimos aos personagens reais. A reprodução das pistas e dos carros usados na época também é perfeita. Todo esse realismo nos faz até esquecer por um momento que tudo se passou há quase 40 anos e mergulhamos fundo na história daquela fantástica temporada de 1976.
Não deixe de assistir, com certeza seu coração vai acelerar também!
O diretor Ron Howard consegue nos transportar para o universo romântico, glamoroso e extremamente perigoso da Fórmula 1 nos anos 70. Naquela época os números eram assustadores, chegavam a morrer até dois pilotos em média por temporada. Dessa forma, todos que se arriscavam a correr tinham que ter certa dose de loucura extra. E quem tinha essa dose de sobra era James Hunt, interpretado no filme pelo australiano Cris Hemsworth. O ator consegue transmitir muito bem como era James dentro e fora das pistas: Louco, extravagante, baladeiro, homem de muitos amigos e mulheres, avesso às regras de uma vida considerada normal.
Niki Lauda, interpretado magistralmente pelo ator espanhol Daniel Brülh, tinha a personalidade oposta à do rival. Os holofotes não se voltavam muito pra ele. O austríaco era reservado, calculista, tímido, muito disciplinado e sobretudo determinado. Mas uma coisa eles tinham em comum: a paixão pela velocidade e pela adrenalina de uma boa disputa.
Uma das temáticas mais interessantes do filme é a questão da importância de se ter um “inimigo” pra bater. ( Nos faz lembrar de outra rivalidade histórica da mesma Fórmula 1 entre Ayrton Senna e Alan Prost). Os rivais se destroem e se fortalecem ao mesmo tempo. Um não existe sem outro. As cenas do trágico acidente sofrido por Lauda e sua incrível recuperação comprovam essa máxima do esporte.
O filme é uma verdadeira obra prima do cinema. O diretor foi atento a todos os detalhes inclusive na escolha dos atores que são parecidíssimos aos personagens reais. A reprodução das pistas e dos carros usados na época também é perfeita. Todo esse realismo nos faz até esquecer por um momento que tudo se passou há quase 40 anos e mergulhamos fundo na história daquela fantástica temporada de 1976.
Não deixe de assistir, com certeza seu coração vai acelerar também!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Sport is for all
I can´t walk,
They can´t see,
But sport is for all.
Sport is for me.
Come my friends!
Get the bat!
Get the ball!
Sport is for me.
Sport is for all.
Running, swimming,
table tennis, volleyball.
Sport is for me.
Sport is for all.
Mariza Ferrari
They can´t see,
But sport is for all.
Sport is for me.
Come my friends!
Get the bat!
Get the ball!
Sport is for me.
Sport is for all.
Running, swimming,
table tennis, volleyball.
Sport is for me.
Sport is for all.
Mariza Ferrari
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Libertados
O técnico Cuca deve tá rindo a toa depois do Galo ter vencido o Bahia, no Independência, na última quarta pelo Brasileirão, acabando com uma sequência de 05 partidas do time sem vencer. Mas é, claro, que o treinador tem motivos muito maiores do que esse pra sorrir e festejar por muito tempo, afinal, depois de muitos anos de carreira, finalmente ele pode abrir a boca cheio de orgulho pra dizer que tem um título importante no currículo. Após conquistar a Libertadores pelo Galo no último mês de julho, Cuca deixou pra trás muitos demônios que o atormentavam.
A fama de pé frio, era algo que perseguia o treinador, que apesar de fazer grandes trabalhos na maioria dos clubes em que comandou, até então não tinha o reconhecimento que merecia. Quis o destino que a sorte de Cuca, mudasse justamente num clube, que tinha uma fama semelhante a dele próprio. Assim como Cuca, o Atlético também tinha fama de azarado: estava a mais de quarenta anos sem ganhar um título de expressão, e havia batido na trave inúmeras vezes, sendo o único clube no país a ser Vice - Campeão Brasileiro Invicto em 1977.
A data escolhida pelos deuses do futebol para a Libertação do Atlético e de Cuca foi no ano de 2013, uma forma do destino dizer realmente que queria brincar com essa história de mau-agouro, afinal 13 sempre remete ao azar, de menos pra Zagallo, claro, e pros atleticanos, porque, 13 é Galo!
O Brasil inteiro estava torcendo pelo treinador alvi-negro. Pela sinceridade, humildade, caráter e simpatia demonstrados por ele ao longo de sua trajetória no futebol, foi impossível não ficar feliz ao ver que finalmente seu momento de glória havia chegado. Cuca também nos deixa a lição de que por mais que tenhamos dificuldades na vida, trabalhando duro e com dignidade, a recompensa um dia vem!
O mundo realmente dá voltas!
A fama de pé frio, era algo que perseguia o treinador, que apesar de fazer grandes trabalhos na maioria dos clubes em que comandou, até então não tinha o reconhecimento que merecia. Quis o destino que a sorte de Cuca, mudasse justamente num clube, que tinha uma fama semelhante a dele próprio. Assim como Cuca, o Atlético também tinha fama de azarado: estava a mais de quarenta anos sem ganhar um título de expressão, e havia batido na trave inúmeras vezes, sendo o único clube no país a ser Vice - Campeão Brasileiro Invicto em 1977.
A data escolhida pelos deuses do futebol para a Libertação do Atlético e de Cuca foi no ano de 2013, uma forma do destino dizer realmente que queria brincar com essa história de mau-agouro, afinal 13 sempre remete ao azar, de menos pra Zagallo, claro, e pros atleticanos, porque, 13 é Galo!
O Brasil inteiro estava torcendo pelo treinador alvi-negro. Pela sinceridade, humildade, caráter e simpatia demonstrados por ele ao longo de sua trajetória no futebol, foi impossível não ficar feliz ao ver que finalmente seu momento de glória havia chegado. Cuca também nos deixa a lição de que por mais que tenhamos dificuldades na vida, trabalhando duro e com dignidade, a recompensa um dia vem!
O mundo realmente dá voltas!
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Separando o joio do trigo
Queridos amigos leitores, fãs do esporte, devido a correria não pude postar antes sobre a Copa das Confederações ou melhor dizendo, Copa das Manifestações, que aconteceu em nosso país no mês passado. Mas quero escrever um pouco agora sobre minha opinião a respeito do que rolou fora e dentro de campo durante as duas semanas da competição.
Vamos começar então: A Copa das Confederações funciona como um evento teste pra Copa do Mundo que acontece um ano depois. Muitos dizem que a competição não vale muita coisa, mas esse ano, pro Brasil em particular, o torneio seria muito importante, afinal, somos o país sede do Mundial e nossa seleção precisava disputar um torneio oficial pra poder dar uma cara de time à equipe de Felipão tão contestada até então.
Todos, inclusive eu, estávamos preocupados em saber se o Brasil passaria no teste final pra Copa, se os estádios, aeroportos, estradas e hotéis estariam adequados pra receber os turistas, enfim, questões de logística mesmo. Mas, de repente, o foco mudou: passamos a olhar pras ruas, ao invés de olhar pras novas arenas. Surpreendentemente, a população brasileira resolveu protestar contra situações absurdas que nosso país enfrenta a cada dia: como caos no transporte, na saúde e educação, e corrupção na política. O que fez a bomba explodir foi o excesso da polícia paulista ao tentar coibir manifestantes que pediam redução do preço da passagem de ônibus e metrô de R$ 3,20, para R$ 3,00. Em pouco tempo vimos que não era apenas por 20 centavos: A violência desnecessária e covarde demostrada em São Paulo serviu de combustível pra que um sentimento de indignação se espalhasse por todo o Brasil, e um dos alvos dos insatisfeitos era a Dª FIFA e a tão aguardada Copa do Mundo.
De repente ninguém se preocupava mais se estaríamos prontos pra sediar um Mundial de futebol. A preocupação agora era em relação ao nosso futuro como nação. Confesso que nem nos meus melhores sonhos esperava que a população brasileira se mobilizasse de maneira tão contundente pra reivindicar questões tão importantes. Era o Gigante Despertando...
Como amante do futebol, amo também amo a Copa do Mundo, e assistir uma partida do Mundial, ao vivo, sem dúvida é um sonho pra mim, mas nem por isso, concordo que o Brasil deveria sediar o Mundial de 2014. E se me perguntassem há 06 anos atrás se esse era o momento certo para o Brasil abrigar o evento, minha resposta seria NÃO, com certeza. Temos problemas demais pra resolver antes de estarmos prontos pra investir tanto dinheiro na infraestrutura de uma Copa do Mundo e Olimpíada.
Bom, não me perguntaram, e quem eu sou pra ter voz ativa numa decisão tão importante. O certo é que agora que estamos há menos de 01 ano do evento não adianta mais chorar pelo leite derramado, o dinheiro já foi gasto e não tem como reverter isso. Pra mim é inútil tentar impedir que a Copa seja realizada a essa altura do Campeonato, só faria aumentar o prejuízo nos nossos bolsos. Me pergunto: Por que não saímos pras ruas quando decidiram gastar uma fortuna construindo estádios fadados a se tornarem Elefantes Brancos em Brasília, Manaus e Cuiabá, cidades que não tem grandes clubes locais? Agora, infelizmente, não dá mais tempo pra impedir esse desperdício. Concordo que temos que protestar contra os gastos excessivos e cobrar pra que haja punição pra quem lucrou ilegalmente com a realização da Copa no Brasil e também contra a Dª FIFA e seus desmandos. Mas boicotar o evento, repito, sou terminantemente CONTRA.
Quero falar agora sobre o que rolou dentro de campo na Copa das Manifestações: Nossa seleção foi um show! Conseguimos enfim ter um time competitivo e nem mesmo a tão temida Espanha, Campeã do Mundo, foi páreo pra TÓISS! Todos os méritos devem ser dados ao Felipão que realmente tem o dom de fazer um grupo desacreditado se tornar uma equipe com espírito vencedor, difícil de bater. Além do fator treinador e da qualidade de nomes como Neymar e Fred, pra mim o que fez a diferença pra nossa seleção foi justamente o que rolou fora de campo, nas ruas. Um sentimento de patriotismo tomou conta dos jogadores e de todos envolvidos com a seleção, isso ficou evidente pela raça que a equipe demonstrou no campo em todas partidas.
O escrete canarinho, infelizmente, já foi usado como instrumento de manipulação por parte de políticos mal intencionados, o exemplo mais claro foi na Copa de 70, nos escuros anos da Ditadura Militar. Mas isso não quer dizer que tenhamos que parar de torcer pelo futebol de nosso país, precisamos saber separar o joio do trigo. O mais bacana foi ver que os torcedores brasileiros souberam fazer essa separação nas partidas da Copa das Confederações. A torcida abraçou a equipe, e quando cantava nosso hino à capela era impossível não se emocionar - A mensagem era essa - Amamos o Brasil, e Amamos nossa seleção!
Que bom ver que a torcida brasileira soube ter esse discernimento, afinal, o nosso talento nato para o futebol, deve continuar sendo motivo de orgulho, o que não pode é ser o único motivo.
Vamos começar então: A Copa das Confederações funciona como um evento teste pra Copa do Mundo que acontece um ano depois. Muitos dizem que a competição não vale muita coisa, mas esse ano, pro Brasil em particular, o torneio seria muito importante, afinal, somos o país sede do Mundial e nossa seleção precisava disputar um torneio oficial pra poder dar uma cara de time à equipe de Felipão tão contestada até então.
Todos, inclusive eu, estávamos preocupados em saber se o Brasil passaria no teste final pra Copa, se os estádios, aeroportos, estradas e hotéis estariam adequados pra receber os turistas, enfim, questões de logística mesmo. Mas, de repente, o foco mudou: passamos a olhar pras ruas, ao invés de olhar pras novas arenas. Surpreendentemente, a população brasileira resolveu protestar contra situações absurdas que nosso país enfrenta a cada dia: como caos no transporte, na saúde e educação, e corrupção na política. O que fez a bomba explodir foi o excesso da polícia paulista ao tentar coibir manifestantes que pediam redução do preço da passagem de ônibus e metrô de R$ 3,20, para R$ 3,00. Em pouco tempo vimos que não era apenas por 20 centavos: A violência desnecessária e covarde demostrada em São Paulo serviu de combustível pra que um sentimento de indignação se espalhasse por todo o Brasil, e um dos alvos dos insatisfeitos era a Dª FIFA e a tão aguardada Copa do Mundo.
De repente ninguém se preocupava mais se estaríamos prontos pra sediar um Mundial de futebol. A preocupação agora era em relação ao nosso futuro como nação. Confesso que nem nos meus melhores sonhos esperava que a população brasileira se mobilizasse de maneira tão contundente pra reivindicar questões tão importantes. Era o Gigante Despertando...
Como amante do futebol, amo também amo a Copa do Mundo, e assistir uma partida do Mundial, ao vivo, sem dúvida é um sonho pra mim, mas nem por isso, concordo que o Brasil deveria sediar o Mundial de 2014. E se me perguntassem há 06 anos atrás se esse era o momento certo para o Brasil abrigar o evento, minha resposta seria NÃO, com certeza. Temos problemas demais pra resolver antes de estarmos prontos pra investir tanto dinheiro na infraestrutura de uma Copa do Mundo e Olimpíada.
Bom, não me perguntaram, e quem eu sou pra ter voz ativa numa decisão tão importante. O certo é que agora que estamos há menos de 01 ano do evento não adianta mais chorar pelo leite derramado, o dinheiro já foi gasto e não tem como reverter isso. Pra mim é inútil tentar impedir que a Copa seja realizada a essa altura do Campeonato, só faria aumentar o prejuízo nos nossos bolsos. Me pergunto: Por que não saímos pras ruas quando decidiram gastar uma fortuna construindo estádios fadados a se tornarem Elefantes Brancos em Brasília, Manaus e Cuiabá, cidades que não tem grandes clubes locais? Agora, infelizmente, não dá mais tempo pra impedir esse desperdício. Concordo que temos que protestar contra os gastos excessivos e cobrar pra que haja punição pra quem lucrou ilegalmente com a realização da Copa no Brasil e também contra a Dª FIFA e seus desmandos. Mas boicotar o evento, repito, sou terminantemente CONTRA.
Quero falar agora sobre o que rolou dentro de campo na Copa das Manifestações: Nossa seleção foi um show! Conseguimos enfim ter um time competitivo e nem mesmo a tão temida Espanha, Campeã do Mundo, foi páreo pra TÓISS! Todos os méritos devem ser dados ao Felipão que realmente tem o dom de fazer um grupo desacreditado se tornar uma equipe com espírito vencedor, difícil de bater. Além do fator treinador e da qualidade de nomes como Neymar e Fred, pra mim o que fez a diferença pra nossa seleção foi justamente o que rolou fora de campo, nas ruas. Um sentimento de patriotismo tomou conta dos jogadores e de todos envolvidos com a seleção, isso ficou evidente pela raça que a equipe demonstrou no campo em todas partidas.
O escrete canarinho, infelizmente, já foi usado como instrumento de manipulação por parte de políticos mal intencionados, o exemplo mais claro foi na Copa de 70, nos escuros anos da Ditadura Militar. Mas isso não quer dizer que tenhamos que parar de torcer pelo futebol de nosso país, precisamos saber separar o joio do trigo. O mais bacana foi ver que os torcedores brasileiros souberam fazer essa separação nas partidas da Copa das Confederações. A torcida abraçou a equipe, e quando cantava nosso hino à capela era impossível não se emocionar - A mensagem era essa - Amamos o Brasil, e Amamos nossa seleção!
Que bom ver que a torcida brasileira soube ter esse discernimento, afinal, o nosso talento nato para o futebol, deve continuar sendo motivo de orgulho, o que não pode é ser o único motivo.
domingo, 26 de maio de 2013
¡Hasta luego Neymar!
A saída de Neymar do Santos, já havia sido anunciada inúmeras vezes, mas nesse sábado, enfim, a notícia se tornou realidade. O próprio craque resolveu pôr um fim à novela e anunciou em suas redes sociais que é oficialmente jogador do Barça. O eterno menino da Vila escreveu uma mensagem de despedida e agradecimento à torcida santista, mostrando um carinho muito grande pelo clube que o revelou. O amor do atacante ao Peixe, sempre foi evidente, afinal, não é de hoje que o jogador recebe e recusa propostas pra jogar fora do país. O pai e empresário do atleta, revelou que além de Real Madri e Barcelona, diversos outros grandes clubes europeus já tinham feito propostas pra levá-lo, entre eles: Chelsea da Inglaterra, Milan da Itália e o atual campeão da Champions League, Bayern de Munique. Desde 2009, quando foi revelado, Neymar encantou a torcida do Santos conquistando o Tri-Campeonato Paulista e o título mais importante: a Libertadores em 2011.
Mas apesar de todo o esforço santista em manter o atleta, uma hora ele teria que sair, (inclusive pra mim teria sido melhor pra ele ter ido já no ano passado), pra desenvolver melhor seu futebol jogando entre os melhores jogadores do mundo. Depois de levar um baile do Barça na final do Mundial de Clubes em 2011, Neymar declarou humildemente que o Santos tinha tido uma aula de como jogar futebol, tá na hora então de demostrar tudo o que ele aprendeu ao lado do Mestre Messi, quem sabe o aluno não supera o professor hein?
Torcemos muito pra isso Neymar, afinal precisamos muito do seu talento na seleção!
¡Mucha suerte!
Mas apesar de todo o esforço santista em manter o atleta, uma hora ele teria que sair, (inclusive pra mim teria sido melhor pra ele ter ido já no ano passado), pra desenvolver melhor seu futebol jogando entre os melhores jogadores do mundo. Depois de levar um baile do Barça na final do Mundial de Clubes em 2011, Neymar declarou humildemente que o Santos tinha tido uma aula de como jogar futebol, tá na hora então de demostrar tudo o que ele aprendeu ao lado do Mestre Messi, quem sabe o aluno não supera o professor hein?
Torcemos muito pra isso Neymar, afinal precisamos muito do seu talento na seleção!
¡Mucha suerte!
Os Reis do Momento
Sempre ouvi falar que o futebol da terra da cerveja era eficiente, porém feio e burocrático. A seleção alemã é Tri-Campeã do Mundo, mas o seu futebol, mesmo vencedor, não era elogiado. De uns tempos pra cá, porém, a situação mudou: O futebol alemão, tanto da seleção como dos clubes, vem recebendo merecidas críticas positivas. Apesar de não tenha faturado as duas últimas Copas a seleção alemã foi considerada, por muitos, a que apresentou o melhor futebol nos dois últimos mundiais, e hoje é considerada uma das favoritas pra levantar a Taça aqui no Brasil.

Pra coroar esse excelente momento do futebol no país, ontem tivemos um grande espetáculo alemão na Terra da Rainha. Bayern de Munique e Borrúsia Dortumund protagonizaram uma das melhores decisões de Champions League dos últimos tempos. A partida foi eletrizante e muito equilibrada e no final a Taça Orelhuda, tão cobiçada por todos na Europa, ficou com o time Vermelho, mas quem já era vencedor, antes mesmo da partida começar, era o futebol alemão como um todo. Aquela história deles jogarem um futebol truncado acabou.

Hoje eles jogam um futebol bonito e envolvente. Um aspecto que pode explicar essa evolução é a mescla de jogadores de diferentes nacionalidades nos clubes, ontem mesmo tínhamos jogadores de várias países em campo, inclusive do Brasil. Essa diversidade está presente também na seleção alemã que conta com atletas naturalizados, dessa forma, atualmente a eficiência alemã está aliada à ginga e habilidade de atletas de diversas partes do mundo. Além do futebol envolvente, outro fator que chama atenção nos alemães, é a apaixonada torcida que como podemos ver ontem, em Wembley, foi um show à parte. As partidas do campeonato nacional sempre tem casa cheia, o Borússia Dortmund, por exemplo, leva mais de 80 mil torcedores por jogo no Campeonato alemão - realmente impressionante!


Pra coroar esse excelente momento do futebol no país, ontem tivemos um grande espetáculo alemão na Terra da Rainha. Bayern de Munique e Borrúsia Dortumund protagonizaram uma das melhores decisões de Champions League dos últimos tempos. A partida foi eletrizante e muito equilibrada e no final a Taça Orelhuda, tão cobiçada por todos na Europa, ficou com o time Vermelho, mas quem já era vencedor, antes mesmo da partida começar, era o futebol alemão como um todo. Aquela história deles jogarem um futebol truncado acabou.

Hoje eles jogam um futebol bonito e envolvente. Um aspecto que pode explicar essa evolução é a mescla de jogadores de diferentes nacionalidades nos clubes, ontem mesmo tínhamos jogadores de várias países em campo, inclusive do Brasil. Essa diversidade está presente também na seleção alemã que conta com atletas naturalizados, dessa forma, atualmente a eficiência alemã está aliada à ginga e habilidade de atletas de diversas partes do mundo. Além do futebol envolvente, outro fator que chama atenção nos alemães, é a apaixonada torcida que como podemos ver ontem, em Wembley, foi um show à parte. As partidas do campeonato nacional sempre tem casa cheia, o Borússia Dortmund, por exemplo, leva mais de 80 mil torcedores por jogo no Campeonato alemão - realmente impressionante!

terça-feira, 14 de maio de 2013
Good Bye Sir

No próximo domingo dia 19, em partida válida pela última rodada do Campeonato Inglês, uma das maiores lendas do futebol vai fazer sua despedida. Chegou a hora de Sir Alex Fergunson dizer adeus. O treinador se tornou um mito não só por ficar tanto tempo no comando do Manchester (entrou no clube em novembro de 1986) - mas também por tornar a equipe a potência mundial como todos nós a conhecemos hoje. Ele conseguiu fazer o clube sair de um longo jejum de conquistas na Premier League pra se tornar uma verdadeira máquina de títulos.
Os números são impressionantes: Foram 38 títulos em quase 27 anos. A última conquista foi o Campeonato Inglês dessa temporada, faturado com quatro rodadas de antecedência. Sob seu comando, o time voltou a vencer a Champions League, torneio que ele conquistou duas vezes, em 1999 e 2008. Ele faturou ainda 13 títulos ingleses, cinco Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa, dois mundiais e outros 14 títulos. Além de ter sido fundamental na carreira de grandes craques como: Ryan Giggs, Paul Schols, David Beckham, Van Nistelrooy, Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, entre outros. Daqui pra frente Fergunson vai assumir o cargo de diretor e embaixador do clube - uma maneira de continuar dando sua valiosa contribuição para os Red Devils.

Por tanto trabalho, dedicação e sucesso era natural, e mais do que justo, que o United rendesse homenagens ao treinador: Em 2011, quando completou 25 anos à frente da equipe, o comandante ganhou uma arquibancada com seu nome no setor norte do estádio do clube. Na ocasião todos atletas e torcedores o aplaudiram de pé, enquanto ele entrava em campo sem saber o que acontecia. No ano passado, quando celebrou 26 anos liderando os Devils, foi a vez de mais uma bela homenagem: o clube inaugurou uma estátua sua de quase três metros de altura do lado de fora do Old Trafford.

Emocionante, e cada vez mais raro no futebol moderno, ver uma história tão bonita de sucesso, amor e gratidão como essa!

Os nostálgicos, como eu, já sentem saudades!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Desilusão
Todo profissional, independentemente da área em que atua, deseja ser reconhecido pelo seu trabalho. Se você conseguir alcançar bons resultados, bater suas metas, como consequência você espera uma valorização, um aumento, melhorias nas condições de trabalho, naturalmente. Imagina então se você consegue chegar ao ponto máximo e consegue alcançar o objetivo principal de sua carreira? Se você for um atleta olímpico brasileiro melhor não criar muitas expectativas, afinal, nessa semana, nosso Campeão Olímpico em Londres Arthur Zanetti declarou que estaria disposto a defender outro país, caso lhe ofereçam melhores condições de trabalho. Chega a ser difícil acreditar que mesmo conseguindo o feito de trazer a primeira medalha de ouro ha história da ginástica brasileira Zanetti esteja passando por dificuldades é REVOLTANTE e LAMENTÁVEL!

No inicio do ano outra notícia relacionada à ginástica já tinha me deixado triste: a demissão dos atletas do Flamengo Diego e Danielle Hipolyto e Jade Barbosa. O clube carioca alegou não ter dinheiro pra manter a equipe...
Esse é o retrato do país que diz querer fazer bonito como sede das próximas Olimpíadas. Fico pensando: Será que o governo acha que as medalhas caem do céu?


No inicio do ano outra notícia relacionada à ginástica já tinha me deixado triste: a demissão dos atletas do Flamengo Diego e Danielle Hipolyto e Jade Barbosa. O clube carioca alegou não ter dinheiro pra manter a equipe...
Esse é o retrato do país que diz querer fazer bonito como sede das próximas Olimpíadas. Fico pensando: Será que o governo acha que as medalhas caem do céu?

quinta-feira, 28 de março de 2013
Medianos :(
Não sei quanto a vocês mas eu não consigo me conformar com essa posição de mediana em que a nossa seleção se encontra. Se você acessar hoje o site da FIFA vai ver que o antes sempre tão respeitado e temido time canarinho não se encontra sequer entre os 15 primeiros do Ranking da entidade máxima do futebol. Estamos atrás, PASMEM, de seleções como Croácia, Rússia, e Costa do Marfim, só pra citar alguns exemplos. Tudo bem que os critérios da FIFA são, digamos, questionáveis e que o Brasil está prejudicado por não disputar as eliminatórias, mas mesmo assim temos motivos pra acender o sinal vermelho.
Nosso país sempre acostumado a ser visto como um grande celeiros de craques, a ser sinônimo de talento aliado à vitórias, vem passando por um momento de incertezas e questionamentos. Seguimos sem vencer sobre o comando do treinador penta campeão do mundo, e pior, estamos desde 2009 sem ganhar de uma seleção de alto nível, a situação é no mínimo preocupante, mas pra mim, já está chegando a ficar desesperadora.
É difícil entender como nossa seleção caiu tanto de produção. Muitos alegam que a "safra" de jogadores não é tão boa como em outros momentos. Eu discordo desse argumento porque, a meu ver, o Brasil nunca deixou de produzir craques, claro, que já tivemos dias melhores e atualmente não temos um nome de peso como um Romário ou Ronaldo Fenômeno, e Neymar, nossa maior esperança para 2014, na minha opinião, precisa ainda amadurecer muito seu futebol pra se tornar um grande ídolo da seleção.
Vamos voltar um pouco a fita agora pra chegar na Copa da Alemanha em 2006. Pelo menos pra mim a seleção começou a perder um pouco do seu encanto ali depois daquela revoltante eliminação pra França. Revoltante não porque perder pro time de Zidane e Henry fosse alguma vergonha, mas pela forma como os jogadores se comportaram na ocasião, mostrando um descompromisso que irritou a todos.
Depois desse fracasso veio a aposta em Dunga, que até então nunca havia sido treinador, para resgatar o espírito guerreiro e vitorioso dos jogadores. Vieram alguns títulos e o ex- capitão vinha fazendo um bom trabalho na seleção, mas na verdade seu estilo de jogo truncado sempre foi muito questionado e depois da polêmica convocação pra Copa da África, ninguém esperava que a seleção fosse muito longe na competição.
Mano Menezes não conseguiu fazer com que a seleção formasse um conjunto. E pra mim esse era o principal motivo para o baixo rendimento da equipe. Felipão herdou esse problema, por isso agora acredito que é o momento de montar a equipe pra valer, simplificar as coisas, afinal, não temos muito tempo. Essa última convocação do Kaká, por exemplo, foi um erro, porque já faz tempo que ele não vem tendo uma sequência no Real e na seleção, no meu ponto de vista, tem que jogar quem está melhor no clube no momento, não tem que ficar inventando muita coisa.
Ainda bem que a Copa das Confederações está chegando. Esse vai ser o verdadeiro teste pro Brasil. O fato de não disputar as Eliminatórias prejudica demais a equipe, jogar só amistoso não é suficiente pra nenhum time saber suas reais condições. Todos sabemos que escolheram Felipão pra assumir o comando agora numa busca de reviver o êxito de 2002. Na época a seleção passava por uma situação muito semelhante: vinha desacreditada por todos e com a alto estima lá em baixo. Não acredito que o raio caia duas vezes no mesmo lugar, mas torço muito pra que a seleção encontre o caminho das conquistas de novo. Afinal cresci vendo todos admirarem nosso futebol, e não quero que esse orgulho se torne definitivamente coisa do passado...

Nosso país sempre acostumado a ser visto como um grande celeiros de craques, a ser sinônimo de talento aliado à vitórias, vem passando por um momento de incertezas e questionamentos. Seguimos sem vencer sobre o comando do treinador penta campeão do mundo, e pior, estamos desde 2009 sem ganhar de uma seleção de alto nível, a situação é no mínimo preocupante, mas pra mim, já está chegando a ficar desesperadora.
É difícil entender como nossa seleção caiu tanto de produção. Muitos alegam que a "safra" de jogadores não é tão boa como em outros momentos. Eu discordo desse argumento porque, a meu ver, o Brasil nunca deixou de produzir craques, claro, que já tivemos dias melhores e atualmente não temos um nome de peso como um Romário ou Ronaldo Fenômeno, e Neymar, nossa maior esperança para 2014, na minha opinião, precisa ainda amadurecer muito seu futebol pra se tornar um grande ídolo da seleção.
Vamos voltar um pouco a fita agora pra chegar na Copa da Alemanha em 2006. Pelo menos pra mim a seleção começou a perder um pouco do seu encanto ali depois daquela revoltante eliminação pra França. Revoltante não porque perder pro time de Zidane e Henry fosse alguma vergonha, mas pela forma como os jogadores se comportaram na ocasião, mostrando um descompromisso que irritou a todos.
Depois desse fracasso veio a aposta em Dunga, que até então nunca havia sido treinador, para resgatar o espírito guerreiro e vitorioso dos jogadores. Vieram alguns títulos e o ex- capitão vinha fazendo um bom trabalho na seleção, mas na verdade seu estilo de jogo truncado sempre foi muito questionado e depois da polêmica convocação pra Copa da África, ninguém esperava que a seleção fosse muito longe na competição.
Mano Menezes não conseguiu fazer com que a seleção formasse um conjunto. E pra mim esse era o principal motivo para o baixo rendimento da equipe. Felipão herdou esse problema, por isso agora acredito que é o momento de montar a equipe pra valer, simplificar as coisas, afinal, não temos muito tempo. Essa última convocação do Kaká, por exemplo, foi um erro, porque já faz tempo que ele não vem tendo uma sequência no Real e na seleção, no meu ponto de vista, tem que jogar quem está melhor no clube no momento, não tem que ficar inventando muita coisa.
Ainda bem que a Copa das Confederações está chegando. Esse vai ser o verdadeiro teste pro Brasil. O fato de não disputar as Eliminatórias prejudica demais a equipe, jogar só amistoso não é suficiente pra nenhum time saber suas reais condições. Todos sabemos que escolheram Felipão pra assumir o comando agora numa busca de reviver o êxito de 2002. Na época a seleção passava por uma situação muito semelhante: vinha desacreditada por todos e com a alto estima lá em baixo. Não acredito que o raio caia duas vezes no mesmo lugar, mas torço muito pra que a seleção encontre o caminho das conquistas de novo. Afinal cresci vendo todos admirarem nosso futebol, e não quero que esse orgulho se torne definitivamente coisa do passado...

quinta-feira, 21 de março de 2013
Zagueiro Artilheiro
Eles são responsáveis por evitar que o maior momento do futebol aconteça, fazem que o grito de gol fique preso na garganta da torcida. Em geral não tem muito talento pra sair jogando, sua função é dar chutão, fazer o que for preciso pra que o adversário não leve perigo à área de seu time. Fácil saber de qual posição estou falando, não é? Isso mesmo, me refiro à zaga.
Mas um zagueiro do futebol mineiro vem chamando a atenção de todos no Brasil por fatores contrários ao que descrevo no primeiro parágrafo. Rever vem demonstrando grande habilidade com a pelota nos pés e inclusive está prestes a se tornar o maior artilheiro da história do Galo na posição. A fase está tão boa que só nessa semana o jogador já marcou 04 gols em 02 partidas válidas pelo Campeonato Mineiro – algo muito incomum para um zagueiro.
Se depender do Cherifão, os atleticanos podem ficar tranqüilos não só lá atrás, mas também na frente, porque se a bola der sopa por lá ele realmente não perdoa.

Mas um zagueiro do futebol mineiro vem chamando a atenção de todos no Brasil por fatores contrários ao que descrevo no primeiro parágrafo. Rever vem demonstrando grande habilidade com a pelota nos pés e inclusive está prestes a se tornar o maior artilheiro da história do Galo na posição. A fase está tão boa que só nessa semana o jogador já marcou 04 gols em 02 partidas válidas pelo Campeonato Mineiro – algo muito incomum para um zagueiro.
Se depender do Cherifão, os atleticanos podem ficar tranqüilos não só lá atrás, mas também na frente, porque se a bola der sopa por lá ele realmente não perdoa.

segunda-feira, 4 de março de 2013
Isso?
Neste último domingo dia 03 de março um dos maiores craques do nosso futebol completou 60 anos. Falar de Zico é falar de talento nato, futebol arte, conquistas e profissionalismo. Mas quem olha pra carreira brilhante do Galinho de Quintino nem imagina que no princípio ele teve seu futuro no futebol contestado isso porque o que lhe sobrava em habilidade faltava no porte físico. Em meio a muitas homenagens prestadas ao eterno camisa 10 rubro-negro me chamou atenção em especial uma entrevista com o jornalista Celso Garcia, que foi quem deu o ponta-pé inicial na carreira do Galinho. Celso conta que chegando ao Flamengo com Zico lhe perguntaram onde estava o garoto/craque que ele tinha ficado de apresentar ao clube, ele respondeu que estava ali apontando para o menino magrinho, bem franzino mesmo e então questionaram : - Isso? Podemos imaginar quão constrangedor deve ter sido essa cena mas bastou verem o menino jogar um pouco pra perceberem que o jornalista tinha razão, Zico era mesmo diferenciado e valia muito a pena investir no talento dele. O futuro ídolo teve então que se afastar dos campos por um tempo pra se dedicar a uma rotina pesada de musculação com intuito de ganhar corpo e estar preparado para a dura marcação do futebol profissional. O restante da história todos nós já sabemos como foi...
sexta-feira, 1 de março de 2013
Quanto vale uma vida?
A Libertadores de 2013 mal começou mas já podemos dizer que a competição de 2013 vai ficar marcada pra sempre em nossas memórias e infelizmente por um motivo totalmente alheio ao futebol. A morte do torcedor do San José Kevin Espada de 14 anos deixou a todos, envolvidos ou não com o esporte, chocados e tristes. Como tolerar que a vida de alguém tão jovem seja perdida num dia que teoricamente teria que ser de festa?
Além dos próprios torcedores, que assumiram o risco de matar usando essa verdadeira arma que é o tal do sinalizador marítimo, há outros que podemos citar como tendo sua parcela de culpa na tragédia: as autoridades bolivianas que não fizeram a revista da torcida, a Commebol que não fiscaliza se o regulamento está sendo cumprindo nos estádios, além do próprio Corinthians que permite que seus torcedores cometam esse tipo de abuso. E não venham alegar que o clube não tem como prever esse tipo de mau comportamento da torcida porque não se trata de torcedores comuns, mas sim de membros de Torcida Organizada, que são figuras carimbadas, sempre presentes nos estádios.
A morte prematura de Kevin nos fez lembrar de outra tragédia que abalou o Brasil recentemente: O incêndio na Boate Kiss. Em ambos casos ficou aquela nítida impressão de que não foi acidente e de que vidas poderiam ser poupadas se atitudes simples de prevenção fossem tomadas. Fica aquele sentimento de que estamos entregues ao acaso, pois qualquer um de nós poderia estar num estádio, ou numa boate se divertindo. Quanto vale uma vida? Parece que para as autoridades vale muito pouco esforço. Ao acompanhar essas tristes notícias ficamos com aquela sensação amarga de impotência. E é inevitável também a pergunta: O que fazer para não ser a próxima vítima da falta de compromisso e da irresponsabilidade dos outros? Parece não que não temos muito o que fazer a não ser contar com a sorte...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O que a torcida mineira pode comemorar?
Minha expectativa era grande na última terça-feira para saber o que seria decidido em relação ao clássico Cruzeiro e Atlético. Desde 2010, quando o Mineirão foi fechado pra Reforma, tivemos que “aceitar” a ideia de que não havia segurança suficiente pra fazer a partida como sempre foi: com ambas torcidas presentes em número igual.
Quando anunciaram que o próximo clássico, marcado para o dia 03 de fevereiro, teria novamente 50% de cada torcida fiquei muito feliz, e pensei que a partir de agora tudo voltaria ao normal. Mas depois analisando bem as informações percebi que não há muito que comemorar. Daqui pra frente o maior clássico de Minas e um dos maiores do Brasil, vai perder um pouco de seu encanto.
Na reunião entre o governador e os presidentes dos clubes ficou acertado que os times podem optar por disponibilizar nos próximos jogos somente 10% do total de ingressos para a torcida adversária quando forem mandantes. E infelizmente os dirigentes optaram por fazer somente o clássico de inauguração do Mineirão com as duas torcidas em número igual, demonstrando, dessa forma, que não têm o menor interesse em preservar a tradição e a beleza do espetáculo do futebol.
Aquela festa bonita com faixas, bandeiras gigantes, com uma torcida disputando pra ver qual canta mais alto que acostumamos ver no Mineirão, não vai existir mais. Há quem defenda que em outras partes do mundo os clássicos já são disputados assim, mas pra mim sinceramente esse não é um bom argumento, afinal, pra que mudar algo que sempre agradou a maioria envolvida com o futebol mineiro? Como se não bastasse termos que engolir o “clássico” nessas condições daqui pra frente, surgiram outros questionamentos depois dessa reunião com o governador: Por que o Estádio Independência passou de repente a ser viável pra receber o clássico com as duas torcidas, mesmo que seja com apenas 10% de cruzeirenses?
O que ficou evidente é que desde o fechamento do Mineirão havia um descaso das autoridades mineiras em relação ao clássico, já que em outros estádios de proporção semelhante ao de Arena do Jacaré e Independência são disputados clássicos regionais de grande rivalidade, como por exemplo, Santos e Corinthians, na Vila Belmiro. O mais triste é constatar que essa falta de vontade se manifestou não só da parte da Policia e do Estado, mas veio também dos próprios clubes, começando do presidente Kalil que declarou que não abriria mão de jogar na Independência e não cederia 50% dos ingressos para o Cruzeiro, e depois por parte da diretoria cruzeirense que resolveu fazer o mesmo que o rival sem questionar nada. Parece que as pessoas que realmente se preocupam com o bem estar que o futebol proporciona a seus adeptos são aquelas que não têm nenhum poder de decisão sobre o esporte.
Assinar:
Postagens (Atom)








