domingo, 23 de fevereiro de 2014

Quebrando as barreiras do gelo

Chega ao fim nesse domingo dia 23, as Olimpíadas de Inverno disputadas em Sochi na Rússia. Apesar do Brasil, não ter tradição alguma nos esportes disputados no gelo, (por razões óbvias) rs sempre gostei de acompanhar o evento, por causa dos cenários e modalidades belíssimas como a patinação artística, minha favorita.


Além da beleza das paisagens, o que também chama atenção nos esportes de inverno é o alto grau de periculosidade que envolve algumas categorias como o luge, snowboard, esqui alpino, bobsled, entre muitos outros...

Sempre quando assistia a uma dessas modalidades a primeira coisa que passava pela minha mente é que somente tendo muitos anos de treinamento seria possível praticar qualquer um desses esportes em alto nível. Dessa forma, imaginava que somente pessoas que tivessem contato com a neve desde crianças poderiam se arriscar pelos montes de gelo, mas um filme me fez rever meus conceitos. O longa Cool Runnings "Jamaica Abaixo de Zero" em português, é inspirado na equipe jamaicana que participou dos jogos olímpicos de 1988 em Calgary no Canadá, o filme conta a história de um grupo de jovens que decidiu enfrentar as barreiras do gelo pra formar a primeira equipe de bobsled do país caribenho.


Na história, Derice Bannock é um jamaicano que fracassa para se classificar como velocista na prova de 100 metros para as Olimpíadas por causa de um acidente. Mas a vontade dele de disputar uma Olimpíada era tão grande que ele decidiu ir não como um corredor, que era sua especialidade, mas liderando uma equipe de trenó.

Vocês já podem imaginar o quão complicado (e divertido) foi pra eles encarar um desafio tão grande assim. Os adversários eram inúmeros: a falta de conhecimento sobre o esporte e sobre a temperatura, falta de equipamentos qualificados, além dos outros competidores muito mais bem preparados. Mas nada disso fez com que eles desistissem de realizar seu sonho. O resultado foi uma das maiores lições de espírito olímpico de todos os tempos.

E a Jamaica colhe os frutos da coragem desses grandes atletas até hoje: Na Rússia a equipe jamaicana esteve longe de uma briga por medalhas e também não teve um dos melhores trenós da competição. Mesmo assim, o carisma chamou atenção. Quando apareceu pela primeira vez na pista de bobsled do Complexo Sanki, em Sochi, o piloto da equipe jamaicana, Winston Watts , já atraiu olhares curiosos. Desde a primeira participação no Canadá em 1988, o time jamaicano já esteve em outras três edições dos Jogos de Inverno.



Nas palavras de Watts: "Somos os caras mais amados e carinhosos. Só viajando para a Jamaica pra entender. Os jamaicanos são queridos em todo o mundo. Não importa da onde você venha. Sou fã do filme e assisto sempre como se fosse a primeira vez. É muito inspirador"!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

#FechadoComOTinga

"Eu queria, se pudesse, não ganhar nada e ganhar esse titulo contra o preconceito, trocava todos os meus títulos pela igualdade em todas as áreas", essas palavras do volante Tinga,definem nosso sentimento em relação ao crime de racismo sofrido por ele na partida de estreia do Cruzeiro na Libertadores de 2014, em Huancayo no Peru.

É incrível como a campanha da FIFA "Say no to Racism"- diga não ao racismo, nunca deixa de ser uma luta atual. Mesmo depois de tantos avanços da humanidade em diversas áreas, ainda temos que clamar por algo tão simples, a igualdade entre os gêneros.


O que me deixou mais chocada foi saber que o caso do Tinga não foi um episódio isolado no país vizinho, o mau exemplo vem da própria imprensa esportiva peruana, que constantemente incita o racismo em suas manchetes, em especial quando a seleção do país vai jogar contra o Equador, país de maioria negra. Os equatorianos são chamados descaradamente de “monitos” macaquinhos em espanhol, nas capas dos jornais do país andino, realmente não dá pra entender, e é intolerável uma atitude como essa!

Se por um lado foi muito triste ver o jogador brasileiro ser atacado tão covardemente por “torcedores” do Garcilaso, foi muita bacana ver as manifestações de solidariedade que ele recebeu não somente dos cruzeirenses, mas também de torcedores de todos os clubes, jogadores, dirigentes e autoridades como a presidente Dilma Roussef e o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Nem tudo está perdido!

O preconceito deve ser derrotado sempre, tanto no esporte como na vida!

Por isso estamos todos #FechadosComOTinga