quinta-feira, 28 de março de 2013

Medianos :(

Não sei quanto a vocês mas eu não consigo me conformar com essa posição de mediana em que a nossa seleção se encontra. Se você acessar hoje o site da FIFA vai ver que o antes sempre tão respeitado e temido time canarinho não se encontra sequer entre os 15 primeiros do Ranking da entidade máxima do futebol. Estamos atrás, PASMEM, de seleções como Croácia, Rússia, e Costa do Marfim, só pra citar alguns exemplos. Tudo bem que os critérios da FIFA são, digamos, questionáveis e que o Brasil está prejudicado por não disputar as eliminatórias, mas mesmo assim temos motivos pra acender o sinal vermelho.

Nosso país sempre acostumado a ser visto como um grande celeiros de craques, a ser sinônimo de talento aliado à vitórias, vem passando por um momento de incertezas e questionamentos. Seguimos sem vencer sobre o comando do treinador penta campeão do mundo, e pior, estamos desde 2009 sem ganhar de uma seleção de alto nível, a situação é no mínimo preocupante, mas pra mim, já está chegando a ficar desesperadora.

É difícil entender como nossa seleção caiu tanto de produção. Muitos alegam que a "safra" de jogadores não é tão boa como em outros momentos. Eu discordo desse argumento porque, a meu ver, o Brasil nunca deixou de produzir craques, claro, que já tivemos dias melhores e atualmente não temos um nome de peso como um Romário ou Ronaldo Fenômeno, e Neymar, nossa maior esperança para 2014, na minha opinião, precisa ainda amadurecer muito seu futebol pra se tornar um grande ídolo da seleção.

Vamos voltar um pouco a fita agora pra chegar na Copa da Alemanha em 2006. Pelo menos pra mim a seleção começou a perder um pouco do seu encanto ali depois daquela revoltante eliminação pra França. Revoltante não porque perder pro time de Zidane e Henry fosse alguma vergonha, mas pela forma como os jogadores se comportaram na ocasião, mostrando um descompromisso que irritou a todos.

Depois desse fracasso veio a aposta em Dunga, que até então nunca havia sido treinador, para resgatar o espírito guerreiro e vitorioso dos jogadores. Vieram alguns títulos e o ex- capitão vinha fazendo um bom trabalho na seleção, mas na verdade seu estilo de jogo truncado sempre foi muito questionado e depois da polêmica convocação pra Copa da África, ninguém esperava que a seleção fosse muito longe na competição.

Mano Menezes não conseguiu fazer com que a seleção formasse um conjunto. E pra mim esse era o principal motivo para o baixo rendimento da equipe. Felipão herdou esse problema, por isso agora acredito que é o momento de montar a equipe pra valer, simplificar as coisas, afinal, não temos muito tempo. Essa última convocação do Kaká, por exemplo, foi um erro, porque já faz tempo que ele não vem tendo uma sequência no Real e na seleção, no meu ponto de vista, tem que jogar quem está melhor no clube no momento, não tem que ficar inventando muita coisa.

Ainda bem que a Copa das Confederações está chegando. Esse vai ser o verdadeiro teste pro Brasil. O fato de não disputar as Eliminatórias prejudica demais a equipe, jogar só amistoso não é suficiente pra nenhum time saber suas reais condições. Todos sabemos que escolheram Felipão pra assumir o comando agora numa busca de reviver o êxito de 2002. Na época a seleção passava por uma situação muito semelhante: vinha desacreditada por todos e com a alto estima lá em baixo. Não acredito que o raio caia duas vezes no mesmo lugar, mas torço muito pra que a seleção encontre o caminho das conquistas de novo. Afinal cresci vendo todos admirarem nosso futebol, e não quero que esse orgulho se torne definitivamente coisa do passado...





quinta-feira, 21 de março de 2013

Zagueiro Artilheiro

Eles são responsáveis por evitar que o maior momento do futebol aconteça, fazem que o grito de gol fique preso na garganta da torcida. Em geral não tem muito talento pra sair jogando, sua função é dar chutão, fazer o que for preciso pra que o adversário não leve perigo à área de seu time. Fácil saber de qual posição estou falando, não é? Isso mesmo, me refiro à zaga.

Mas um zagueiro do futebol mineiro vem chamando a atenção de todos no Brasil por fatores contrários ao que descrevo no primeiro parágrafo. Rever vem demonstrando grande habilidade com a pelota nos pés e inclusive está prestes a se tornar o maior artilheiro da história do Galo na posição. A fase está tão boa que só nessa semana o jogador já marcou 04 gols em 02 partidas válidas pelo Campeonato Mineiro – algo muito incomum para um zagueiro.

Se depender do Cherifão, os atleticanos podem ficar tranqüilos não só lá atrás, mas também na frente, porque se a bola der sopa por lá ele realmente não perdoa.



segunda-feira, 4 de março de 2013

Isso?

Neste último domingo dia 03 de março um dos maiores craques do nosso futebol completou 60 anos. Falar de Zico é falar de talento nato, futebol arte, conquistas e profissionalismo. Mas quem olha pra carreira brilhante do Galinho de Quintino nem imagina que no princípio ele teve seu futuro no futebol contestado isso porque o que lhe sobrava em habilidade faltava no porte físico. Em meio a muitas homenagens prestadas ao eterno camisa 10 rubro-negro me chamou atenção em especial uma entrevista com o jornalista Celso Garcia, que foi quem deu o ponta-pé inicial na carreira do Galinho. Celso conta que chegando ao Flamengo com Zico lhe perguntaram onde estava o garoto/craque que ele tinha ficado de apresentar ao clube, ele respondeu que estava ali apontando para o menino magrinho, bem franzino mesmo e então questionaram : - Isso? Podemos imaginar quão constrangedor deve ter sido essa cena mas bastou verem o menino jogar um pouco pra perceberem que o jornalista tinha razão, Zico era mesmo diferenciado e valia muito a pena investir no talento dele. O futuro ídolo teve então que se afastar dos campos por um tempo pra se dedicar a uma rotina pesada de musculação com intuito de ganhar corpo e estar preparado para a dura marcação do futebol profissional. O restante da história todos nós já sabemos como foi...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Quanto vale uma vida?


A Libertadores de 2013 mal começou mas já podemos dizer que a competição de 2013 vai ficar marcada pra sempre em nossas memórias e infelizmente por um motivo totalmente alheio ao futebol. A morte do torcedor do San José Kevin Espada de 14 anos deixou a todos, envolvidos ou não com o esporte, chocados e tristes. Como tolerar que a vida de alguém tão jovem seja perdida num dia que teoricamente teria que ser de festa?

Além dos próprios torcedores, que assumiram o risco de matar usando essa verdadeira arma que é o tal do sinalizador marítimo, há outros que podemos citar como tendo sua parcela de culpa na tragédia: as autoridades bolivianas que não fizeram a revista da torcida, a Commebol que não fiscaliza se o regulamento está sendo cumprindo nos estádios, além do próprio Corinthians que permite que seus torcedores cometam esse tipo de abuso. E não venham alegar que o clube não tem como prever esse tipo de mau comportamento da torcida porque não se trata de torcedores comuns, mas sim de membros de Torcida Organizada, que são figuras carimbadas, sempre presentes nos estádios.

A morte prematura de Kevin nos fez lembrar de outra tragédia que abalou o Brasil recentemente: O incêndio na Boate Kiss. Em ambos casos ficou aquela nítida impressão de que não foi acidente e de que vidas poderiam ser poupadas se atitudes simples de prevenção fossem tomadas. Fica aquele sentimento de que estamos entregues ao acaso, pois qualquer um de nós poderia estar num estádio, ou numa boate se divertindo. Quanto vale uma vida? Parece que para as autoridades vale muito pouco esforço. Ao acompanhar essas tristes notícias ficamos com aquela sensação amarga de impotência. E é inevitável também a pergunta: O que fazer para não ser a próxima vítima da falta de compromisso e da irresponsabilidade dos outros? Parece não que não temos muito o que fazer a não ser contar com a sorte...