segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Até que o futebol nos separe

     Dizem que se pode mudar tudo na vida, menos o time do coração. Qualquer torcedor fanático sabe que demostrar qualquer tipo de simpatia pelo maior rival pode gerar polêmica entre os amigos, vestir a camisa do outro time então é algo que não deve ser cogitado nem mesmo nas costumeiras apostas pré-clássicos. Mas se estivesse em jogo a felicidade ao lado da pessoa amada? Você cometeria o sacrilégio de "trocar" de time, ainda que fosse só por um breve tempo?

     Esse improvável dilema é contado pelo filme: O casamento de Romeu e Julieta do diretor Bruno Barreto. Na história o médico oftalmologista Romeu, interpretado por Marco Ricca,  corinthiano roxo, líder de torcida, se vê obrigado a trair o clube de coração, ao se apaixonar pela fanática e militante palmeirense, Julieta, interpretada por Luana Piovani. Como se não bastasse enfrentar o coração alviverde da amada, havia ainda um desafio ainda maior: o de encarar o pai da moça, Alfredo Baragatti, (Luis Gustavo) descendente de italianos, membro do Conselho Deliberativo do Palestra, que não aceitava ouvir nem mesmo orações a São Jorge dentro de sua residência.

Imagem- Divulgação- Internet

     Se do lado de Julieta a família não suportaria uma "traição" como essa, na família de Romeu, porco bom era só na panela.  Criado pela avó, uma legítima representante do bando de Loucos do Timão, assídua frequentadora do Pacaembu,  um romance com uma palmeirense de berço não seria algo fácil pra sua família digerir. Mesmo diante de tantos empecilhos,  Romeu decide arriscar tudo pra não perder seu amor e vai se envolvendo cada vez mais nessa armadilha tecida por uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. 

O resultado é muita confusão e diversão na certa :-)