domingo, 13 de dezembro de 2015

Deus salve a rainha!

Todo rei merece uma rainha à altura, e se no Brasil a monarquia não faz parte da nossa política, nem por isso podemos dizer que não temos majestades pra reverenciar pelo menos no universo futebolístico, onde temos um rei e rainha faz tempo... 

Se Pelé foi coroado há décadas, e dificilmente perderá sua majestade, nossa rainha Marta vem conquistando súditos no mundo inteiro desde 2003 quando vestiu a camisa amarelinha pela primeira vez aos 17 anos. E na quarta-feira, dessa última semana, ao marcar 05 gols contra Trinidad e Tobago na vitória esmagadora da seleção por 11 a 0 pelo torneio Internacional de Natal, Marta viveu  mais um momento de glória ao bater o recorde justamente do Rei Pelé  chegando  aos 98 gols com a canarinho, contra 95 do santista mais famoso. 


Quem acompanha a carreira de Marta não se surpreendeu com essa marca, afinal, recordes é que não faltam pra nossa camisa 10:  Nas premiações da FIFA de melhor do mundo, por exemplo, os números são dela são imbatíveis: 11 indicações consecutivas, sendo 05 vezes eleita melhor do mundo. E com todo respeito a grandes craques como Romário, Ronaldo e Neymar, com esses números Marta deixa todos no chinelo...

Nunca ninguém nos representou tantas vezes e tão bem como nossa amada Rainha ;-) 





segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Até que o futebol nos separe

     Dizem que se pode mudar tudo na vida, menos o time do coração. Qualquer torcedor fanático sabe que demostrar qualquer tipo de simpatia pelo maior rival pode gerar polêmica entre os amigos, vestir a camisa do outro time então é algo que não deve ser cogitado nem mesmo nas costumeiras apostas pré-clássicos. Mas se estivesse em jogo a felicidade ao lado da pessoa amada? Você cometeria o sacrilégio de "trocar" de time, ainda que fosse só por um breve tempo?

     Esse improvável dilema é contado pelo filme: O casamento de Romeu e Julieta do diretor Bruno Barreto. Na história o médico oftalmologista Romeu, interpretado por Marco Ricca,  corinthiano roxo, líder de torcida, se vê obrigado a trair o clube de coração, ao se apaixonar pela fanática e militante palmeirense, Julieta, interpretada por Luana Piovani. Como se não bastasse enfrentar o coração alviverde da amada, havia ainda um desafio ainda maior: o de encarar o pai da moça, Alfredo Baragatti, (Luis Gustavo) descendente de italianos, membro do Conselho Deliberativo do Palestra, que não aceitava ouvir nem mesmo orações a São Jorge dentro de sua residência.

Imagem- Divulgação- Internet

     Se do lado de Julieta a família não suportaria uma "traição" como essa, na família de Romeu, porco bom era só na panela.  Criado pela avó, uma legítima representante do bando de Loucos do Timão, assídua frequentadora do Pacaembu,  um romance com uma palmeirense de berço não seria algo fácil pra sua família digerir. Mesmo diante de tantos empecilhos,  Romeu decide arriscar tudo pra não perder seu amor e vai se envolvendo cada vez mais nessa armadilha tecida por uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. 

O resultado é muita confusão e diversão na certa :-) 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Um herói muito mais que olímpico

Todo atleta olímpico pode ser considerado um herói, pois só o fato de se destacar tanto, em meio a tantos concorrentes, ao ponto de representar uma nação no evento esportivo mais importante do planeta, já é uma conquista e uma honra que poucos tem o privilégio de alcançar. Entre os muitos ensinamentos que o esporte proporciona talvez o maior deles seja a superação pessoal. Nesse quesito o americano Louis Zamperini, entrou para história como um dos maiores exemplos não só de superação, mas de sobrevivência mesmo.


De origem italiana, Zamperini aprendeu a lutar desde cedo, vencendo o preconceito por ser filho de estrangeiros, além de ter que superar também sua personalidade rebelde que poderia tê-lo levado a um lado muito sombrio da vida. Incentivado principalmente pelo irmão mais velho, Louis encontra no atletismo a libertação para seus males. O atleta chegou ao auge representando os Estados Unidos nas Olimpíadas de 1936, disputadas em Berlin. A disciplina e a vontade de vencer, que desenvolveu como esportista, foram fundamentais para que ele encarasse o maior desafio de sua vida: os horrores da 2ª Guerra Mundial.

Essa fantástica biografia deu origem a um best seller, da autora Laura Hillebrand e mais recentemente ao filme Unbroken, “Invencível” em português, da diretora Angelina Jolie. Angelina conta que ficou completamente envolvida ao conhecer a história através do livro. Nas palavras da diretora: “A história de Louis é extraordinária porque é como a história de todos nós. Todos estivemos naquele momento em que quisemos desistir. Mas ele decidiu a certa altura da vida que levantaria quando derrubado. E se tornou uma inspiração para o mundo”.

Realmente é impossível conhecer a história de Louis e se manter indiferente.

Assista e se inspire também! ;-)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Nosso maior esporte

Reza a lenda que todo brasileiro é viciado em um único esporte: vencer. E essa máxima se provou mais uma vez verdadeira após o título Mundial conquistado pelo jovem Gabriel Medina. A modalidade do atleta, o surf, está longe de figurar entre as mais populares do Brasil, ou melhor estava longe, pois assim que o país conheceu o mais novo campeão mundial, no fim do ano passado, a coisa mudou. E neste começo de ano, o nome de Medina já configura entre os mais comentados no cenário nacional. Passamos a entender de surf de uma hora pra outra? Com certeza não, mas o fato é que as regras de um esporte, não tem lá tanta importância, quando se tem alguém pra torcer e se inspirar.Um exemplo foi o que aconteceu com Gustavo Kuerten, o Guga, nos anos 90, que popularizou o tênis de uma forma nunca vista antes em nosso país.


Medina tem tudo pra trilhar o mesmo caminho. Nessa segunda-feira, o surfista recebeu das mãos do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a Medalha do Mérito Esportivo, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Além de receber a homenagem, o jovem de 21 anos, participou da cerimônia que insere o Campeonato São Paulo Prime de Surf, no calendário oficial esportivo do Estado de São Paulo, uma conquista pra todos ligados à modalidade.

Uma das melhores consequências de se ter um ídolo em determinado esporte é a inspiração que ele exerce sobre as gerações mais jovens. Torço pra que a Onda Medina seja duradoura e que juntamente com ela, venham muitas outras ondas fortes por aí…

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Brigai por nós

Muitas vezes durante a vida nos bate aquele sentimento de nostalgia ao lembrar de uma época passada, às vezes distante, ou nem tão distante assim. “Bons tempos aqueles” é uma expressão muito ouvida e falada, e eu afirmo a vocês que daqui há alguns anos nós amantes do futebol vamos utilizar muito essa expressão ao lembrar-nos desse duelo histórico que vivemos atualmente entre dois craques geniais, me refiro, é claro, a essa fantástica disputa entre Messi e Cristiano Ronaldo, que pra nossa felicidade já dura sete anos e parece estar longe de acabar… :D

Nessa segunda-feira o craque português acirrou de vez essa competição pessoal ao ganhar pela terceira vez a Bola de Ouro de melhor jogador da Fifa e encostar no rival argentino que já faturou o prêmio em quatro ocasiões. No discurso de agradecimento, CR7 colocou uma pimenta a mais nessa já temperada disputa: “Nunca imaginei ganhar essa bolinha três vezes, mas espero não parar aqui. Quero apanhar o Messi, quem sabe na próxima temporada. Sempre ambicionei isso. Quero entrar na história como o melhor”, nas palavras do jogador.


Dessa forma o craque do Real Madrid demonstrou que para ele a disputa parece ir muito mais além do que se pensava. O discurso pode ser interpretado como um aviso. Em 2012, quando Lionel Messi subiu ao palco para receber sua quarta Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo estava a duas cadeiras do argentino, e não escondeu sua insatisfação quando o maior rival levou o prêmio apesar de só ter ganhado uma Copa do Rei naquele ano, o que foi considerado uma injustiça não só pelo português, mas para muitos.

Há um tempo atrás muitos alegavam que o azar de Cristiano era ter nascido na mesma geração de Messi, já que a supremacia do argentino era algo difícil de contestar. Em dois anos, o português mudou essa panorama e hoje ninguém afirma que o gajo não tenha condições de passar La Pulga.

Em 2014 essa batalha foi disputada gol a gol e pelo jeito 2015, promete. No futuro não sabemos quem vai entrar pra história como melhor de sua época, talvez nem se chegue a esse consenso, e as opiniões permaneçam divididas como acontece no presente. Mas uma coisa é certa: Vamos nos sentir privilegiados por ter acompanhado, em tempo real, esse fantástico duelo…

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Futebol pela paz

O mundo vive um clima de tensão e incerteza, após os atentados terroristas ocorridos na França na última semana. O ataque covarde contra a Liberdade de Expressão de um país que é símbolo da democracia mundial, fez aumentar ainda mais um sentimento de separação entre “um mundo árabe” e “um mundo ocidental". Talvez um dos objetivos maiores dos radicais religiosos seja esse mesmo, aumentar cada vez mais essa polarização, que é tão prejudicial à humanidade como um todo. Em meio a tantas demonstrações de intolerância, uma notícia boa ecoou nessa segunda feira, vindo das páginas esportivas, em um sinal, de que por mais que pareça, impossível, ainda há esperança de termos um planeta mais humano. A notícia veio da Austrália, onde pela primeira vez na história a Palestina disputa um torneio de primeiro escalão no futebol.

Reconhecida pela FIFA desde 1998, embora tenha disputado seu primeiro jogo oficial em 1953, a seleção da Palestina se classificou para a Copa da Ásia, principal torneio da região, depois de ter ganhado a Copa Desafio, que reúne apenas equipes de segundo escalão do continente. A seleção palestina foi goleada por 4 a 0 pelo Japão na Copa da Ásia, em sua estréia. Mas o resultado dentro de campo pouco importava, pois a conquista maior era estar ali, participando de um momento histórico para um povo que luta pra ser reconhecido e respeitado no cenário internacional.


Por falar em cenário internacional acredito que as autoridades mundiais deveriam estar mais atentas à força que o esporte, em especial o mais querido do mundo, o futebol, pode ter na luta contra a polarização entre muçulmanos e não muçulmanos. São evidentes as diferenças culturais, o que às vezes produz um choque mesmo pra quem está de longe como nós brasileiros, mas é evidente também que o futebol é uma das poucas diversões que ambos “mundos” apreciam e amam de maneira similar. Por que então não usar essa importante ferramenta na luta contra os pensamentos extremistas? Afinal quem melhor que o esporte pra promover a união e acabar com certezas absolutas?

Exemplos na história não faltam, basta lembrar-se de Hitler nas Olimpíadas de 1936, vendo o negro norte americano, Jesse Owens levar a medalha de ouro no atletismo em plena Berlin, jogando por terra sua teoria de inferioridade racial, sem falar da própria seleção francesa campeã do Mundo em 98, sendo formada por um time de descendentes de imigrantes, entre eles o maior jogador francês de todos os tempos, Zinedine Zidane, muçulmano de origem argelina. E também não podemos nos esquecer do exemplo sul - africano, talvez o maior de todos, quando Mandela conseguiu unir a nação dividida por anos de segregação racial através do Mundial de Rúgbi disputado no país em 1995.

Torço pra que depois destes tristes episódios ocorridos em Paris, ao invés de caminharmos em direção a uma radicalização e separação cada vez maior, sigamos a direção contrária. E, sem dúvida, o esporte é atualmente uma das armas mais poderosas da nossa civilização...