sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A volta do que não foi: A conturbada relação: Gladiador e China Azul


No jogo ou melhor no baile promovido pelo Cruzeiro na última quarta pela pré- Libertadores na partida de volta contra o Real Potosí, a torcida teve um motivo a mais pra comemorar: A volta ou melhor dizendo a permanência de Kléber, o Gladiador Azul. Desde a sua chegada ao clube mineiro no início de 2009 a trajetória do jogador tem sido marcada por polêmicas e por uma relação de amor e ódio com a torcida. Logo na sua estréia contra o Estudiantes na primeira fase da Libertadores do ano passado, Kléber já deu uma mostra do que viria pela frente: entrou fez dois gols em 15 minutos e em seguida foi expulso. Pelo seus gols e pela raça ganhou já no primeiro jogo o apoio e o carinho da torcida, mas era visto também com desconfiança por muitos cruzeirenses. A relação de amor com a torcida chegou ao ápice na final do Campeonato Mineiro quando o jogador foi decisivo na goleada contra o rival por 5 a zero. Na comemoração de um gol ele imitou um galo, provocando e irritando bastante a torcida do Atlético, para delírio da torcida do Cruzeiro, obviamente. O time celeste prosseguiu na Libertadores e o Gladiador foi muito importante para que a equipe conseguisse chegar a sua quarta decisão na história da competição. Mas a polêmica não deixaria de acompanhar o jogador. No primeiro jogo da final contra o Estudiantes em La Plata na Argentina, Kléber perdeu um gol praticamente feito (comemorado por muitos torcedores inclusive) e declarou que esse gol não faria falta, mas como sabemos infelizmente fez. Depois da perda do título no Mineirão, o atleta declarou que antes do jogo houve uma discussão sobre o dinheiro que os jogadores receberiam caso o Cruzeiro fosse campeão, o que acabou causando um mal estar perante o clube e os torcedores. Mas o Cruzeiro precisava seguir em frente, e tentar se recuperar no Campeonato Brasileiro e o seu principal atacante com certeza seria muito importante nessa fase complicada. Foi nesse período que aconteceu o episódio mais conturbado na relação entre o Gladiador e a torcida: a ida do jogador a uma festa organizada pela Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras. Esse fato provocou a ira de milhares de torcedores da equipe celeste, afinal a Mancha Verde é inimiga declarada da Máfia Azul, principal torcida organizada do Cruzeiro, e o Palmeiras é um dos principais rivais do clube mineiro historicamente. Kléber alegou desconhecer tamanha rivalidade e pediu desculpas publicamente à torcida. As desculpas não foram aceitas de imediato por inúmeros torcedores que pediam fervorosamente a saída do jogador. A paz entre o Gladiador e a China Azul só foi selada no último jogo do Brasileiro, quando o jogador entrou durante a partida contra o Santos na Vila Belmiro e marcou o gol que garantiu o Cruzeiro na Libertadores 2010, tirando a vaga justamente do Palmeiras. Veio o ano novo e a relação Kléber e torcida cruzeirense estava numa excelente fase de aparente tranquilidade, com declarações de amor de ambos os lados: o jogador demostrava seu interesse e contentamento em jogar pelo Cruzeiro dispensando inúmeras propostas do Palmeiras, e a torcida demostrava sua confiança no atleta. Mas aí a polêmica deu o ar da graça mais uma vez: na última sexta feira do mês de janeiro, faltando três dias para fechar a temida janela de transferências,surge a notícia: Os principais jornais de Portugal anunciam a venda de Kléber para o Porto. A informação surpreende e revolta a grande maioria da torcida do Cruzeiro, afinal o presidente do clube havia prometido que só venderia o jogador por 10 milhões de euros ou mais e a notícia era que o Porto pagaria cerca de metade disso: 5 milhões e meio de euros. E quanto ao Kléber que tinha declarado recentemente que estava muito feliz em participar de mais uma Libertadores, que queria recompensar a torcida pela perda do titulo no último ano, que ainda tinha esperança de ser lembrado por Dunga... Seria tudo mentira? A torcida não perdeu tempo e se manifestou em peso pela internet e nas ruas de Belo Horizonte e também no Mineirão, pedindo a permanência do Gladiador e cobrando mais respeito por parte da diretoria. O final de mais esse episódio dessa novela sabemos que foi feliz para ambas as partes: Kléber decidiu ficar e caiu de vez nos braços da torcida... Aguardamos ansiosamente os próximos capítulos...
Desejando Boa Sorte ao Cruzeiro, que entrou agora definitivamente em mais uma Libertadores!

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