sexta-feira, 1 de março de 2013

Quanto vale uma vida?


A Libertadores de 2013 mal começou mas já podemos dizer que a competição de 2013 vai ficar marcada pra sempre em nossas memórias e infelizmente por um motivo totalmente alheio ao futebol. A morte do torcedor do San José Kevin Espada de 14 anos deixou a todos, envolvidos ou não com o esporte, chocados e tristes. Como tolerar que a vida de alguém tão jovem seja perdida num dia que teoricamente teria que ser de festa?

Além dos próprios torcedores, que assumiram o risco de matar usando essa verdadeira arma que é o tal do sinalizador marítimo, há outros que podemos citar como tendo sua parcela de culpa na tragédia: as autoridades bolivianas que não fizeram a revista da torcida, a Commebol que não fiscaliza se o regulamento está sendo cumprindo nos estádios, além do próprio Corinthians que permite que seus torcedores cometam esse tipo de abuso. E não venham alegar que o clube não tem como prever esse tipo de mau comportamento da torcida porque não se trata de torcedores comuns, mas sim de membros de Torcida Organizada, que são figuras carimbadas, sempre presentes nos estádios.

A morte prematura de Kevin nos fez lembrar de outra tragédia que abalou o Brasil recentemente: O incêndio na Boate Kiss. Em ambos casos ficou aquela nítida impressão de que não foi acidente e de que vidas poderiam ser poupadas se atitudes simples de prevenção fossem tomadas. Fica aquele sentimento de que estamos entregues ao acaso, pois qualquer um de nós poderia estar num estádio, ou numa boate se divertindo. Quanto vale uma vida? Parece que para as autoridades vale muito pouco esforço. Ao acompanhar essas tristes notícias ficamos com aquela sensação amarga de impotência. E é inevitável também a pergunta: O que fazer para não ser a próxima vítima da falta de compromisso e da irresponsabilidade dos outros? Parece não que não temos muito o que fazer a não ser contar com a sorte...

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