"Eu queria, se pudesse, não ganhar nada e ganhar esse titulo contra o preconceito, trocava todos os meus títulos pela igualdade em todas as áreas", essas palavras do volante Tinga,definem nosso sentimento em relação ao crime de racismo sofrido por ele na partida de estreia do Cruzeiro na Libertadores de 2014, em Huancayo no Peru.
É incrível como a campanha da FIFA "Say no to Racism"- diga não ao racismo, nunca deixa de ser uma luta atual. Mesmo depois de tantos avanços da humanidade em diversas áreas, ainda temos que clamar por algo tão simples, a igualdade entre os gêneros.
O que me deixou mais chocada foi saber que o caso do Tinga não foi um episódio isolado no país vizinho, o mau exemplo vem da própria imprensa esportiva peruana, que constantemente incita o racismo em suas manchetes, em especial quando a seleção do país vai jogar contra o Equador, país de maioria negra. Os equatorianos são chamados descaradamente de “monitos” macaquinhos em espanhol, nas capas dos jornais do país andino, realmente não dá pra entender, e é intolerável uma atitude como essa!
Se por um lado foi muito triste ver o jogador brasileiro ser atacado tão covardemente por “torcedores” do Garcilaso, foi muita bacana ver as manifestações de solidariedade que ele recebeu não somente dos cruzeirenses, mas também de torcedores de todos os clubes, jogadores, dirigentes e autoridades como a presidente Dilma Roussef e o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Nem tudo está perdido!
O preconceito deve ser derrotado sempre, tanto no esporte como na vida!
Por isso estamos todos #FechadosComOTinga

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